O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu publicamente às críticas feitas pelo decano Gilmar Mendes. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (17) e visa defender a legalidade de suas ações no caso Banco Master. O embate envolve também o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em nota divulgada por seu gabinete, Mendonça afirmou que o plenário do STF não deve ser transformado em palanque ou picadeiro. Ele criticou o que descreveu como truculência e ilações vazias por parte de colegas. O ministro não citou diretamente Gilmar Mendes, mas as alusões foram interpretadas como resposta direta.
Críticas ao decano
Gilmar Mendes havia publicado uma nota questionando a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de investigações que envolvem Paulo Gonet. O decano alegou que a medida teria finalidade política. Ele comparou a atuação do colega a métodos utilizados em fases anteriores da Operação Lava Jato.
Na mesma ocasião, Gilmar utilizou expressões como boneco de campanha e pixuleco eleitoral para se referir a Mendonça. Essas declarações ampliaram a exposição pública das divergências entre os dois ministros. O tom das críticas elevou o nível do confronto institucional.
Defesa e proposta de ética
Em sua defesa, Mendonça sustentou que suas decisões seguiram estritamente as regras processuais vigentes. O ministro rejeitou a ideia de que suas ações possuam motivação política. Ele defendeu a adoção de um código de ética mais rigoroso no Supremo.
A proposta de Mendonça visa estabelecer limites claros à forma como os integrantes da Corte se manifestam publicamente. O objetivo é evitar que divergências jurídicas se transformem em ataques pessoais. O caso Banco Master continua sendo o epicentro dessa disputa pública.
A troca de declarações evidencia o crescente confronto entre ministros do STF. Enquanto Gilmar questiona as motivações, Mendonça foca na conduta e nos limites da atuação pública. O impasse permanece sem resolução imediata.








