A inflação de Campo Grande registrou alta de 0,64% em setembro, revertendo a queda de 0,20% observada em agosto. O principal fator dessa elevação foi o grupo Habitação, impulsionado pelo aumento de 6,56% na energia elétrica residencial. A mudança ocorreu após o encerramento do desconto do Bônus de Itaipu nas faturas de luz.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). No acumulado de 2026, a inflação na Capital atingiu 4,45%. Em 12 meses, o índice chegou a 4,78%, superando os 4,69% registrados no período anterior.
Impacto nos alimentos
O grupo Alimentação e bebidas também contribuiu para a alta, avançando 0,88% no mês. Os alimentos consumidos em casa ficaram 1,21% mais caros. O tomate liderou os aumentos, com salto de 38,89%, seguido pela batata-inglesa, que subiu 25,03%, e pela cebola, com alta de 14,42%.
Outros itens essenciais também ficaram mais caros. O arroz registrou aumento de 7,93% e as carnes avançaram 0,84%. Por outro lado, o feijão-carioca caiu 5,94%, as frutas recuaram 5,89% e as hortaliças e verduras tiveram redução de 4,84%. O açúcar cristal também ficou 2% mais barato.
Quem opta por comer fora de casa sentiu uma leve redução de 0,10% nos preços. Os lanches caíram 0,58%, enquanto as refeições tiveram alta de 0,17%. A variação nos alimentos reflete diretamente o custo de vida das famílias na Capital.
Outros grupos de consumo
Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, seis apresentaram aumento de preços em setembro. O grupo Artigos de residência subiu 1,05%, com destaque para televisores (2,78%), móveis para quarto (2,73%) e roupa de cama (2,66%). O Vestuário avançou 0,81%, puxado por calçados femininos (3,74%), conjuntos infantis (3,52%) e calças compridas infantis (3,26%).
As Despesas pessoais tiveram alta de 0,41%, influenciadas por serviços de beleza. Cabeleireiro e barbeiro subiram 1,81%, depilação 1,71% e manicure 1,63%. Na direção contrária, Transportes, Saúde e cuidados pessoais e Educação registraram quedas de 0,21%, 0,15% e 0,06%, respectivamente.
No setor de Transportes, o recuo foi puxado pelo conserto de automóveis, que ficou 2,75% mais barato. A gasolina, no entanto, subiu 0,13%. No Brasil, o IPCA nacional subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto. O acumulado nacional em 2026 chegou a 3,95% e a 4,58% nos últimos 12 meses.
Campo Grande apresenta inflação acumulada em 12 meses de 4,78%, acima da média nacional. Em setembro de 2025, a variação mensal na Capital havia sido de 0,55%. Neste ano, o índice chegou a 0,64%, confirmando a pressão exercida pela energia elétrica e pelos alimentos no orçamento doméstico.







