O projeto de concessão do Aeroporto Plínio Alarcon, em Três Lagoas, avançou para a etapa de apresentação ao mercado. Reuniões destinadas a esclarecer dúvidas de potenciais investidores sobre o modelo de gestão e as condições do contrato ocorreram na segunda-feira (19) e na terça-feira (20).
Esses encontros do roadshow fazem parte do processo de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. O pacote inclui outros dez terminais regionais que serão incorporados ao contrato principal.
Diálogo com o mercado
A iniciativa é conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi), vinculada à Casa Civil da Presidência da República. O objetivo é detalhar o projeto e ampliar o diálogo com empresas interessadas antes da disputa oficial.
A programação previa reuniões individuais de até 60 minutos. Os encontros de segunda-feira foram organizados presencialmente, na sede da Anac, em São Paulo. Já os de terça-feira ocorreram de forma virtual, permitindo a participação remota dos interessados.
O próximo marco previsto no cronograma é o leilão, marcado para 17 de dezembro de 2026, na B3, em São Paulo. A disputa definirá quem assumirá a concessão repactuada do Aeroporto de Brasília e as obrigações relacionadas à operação dos dez aeroportos regionais.
Modelo de gestão integrada
A proposta prevê que os terminais regionais sejam administrados em conjunto com o aeroporto da capital federal. O modelo busca aproveitar a estrutura de uma concessão de maior porte para viabilizar a operação e os investimentos em aeroportos com menor movimentação de passageiros.
O pacote inclui, além de Três Lagoas, os aeroportos de Bonito e Dourados, em Mato Grosso do Sul. Também integram o grupo Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.
A iniciativa faz parte do Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR), voltado à atração de recursos privados para a infraestrutura aeroportuária. A etapa de apresentação aos investidores antecede a entrega das propostas e a realização do leilão.
O andamento do processo é importante para Três Lagoas porque a inclusão do aeroporto no contrato abre caminho para investimentos e uma nova estrutura de gestão. A concessão, porém, não garante automaticamente a retomada de voos comerciais no terminal.
O Aeroporto Plínio Alarcon está sem voos comerciais desde março de 2025, quando a Azul Linhas Aéreas encerrou as operações no município. A definição do futuro operador será uma das etapas relevantes para a implementação do novo modelo.
Enquanto isso, a oferta de rotas continuará dependendo das decisões das companhias aéreas e da viabilidade comercial dos voos. O mercado aguarda o desfecho do leilão para entender os próximos passos da operação regional.







