A deputada federal eleita por Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, declarou em entrevista ao Massa FM, do Grupo RCN de Comunicação, que mantém expectativa positiva para o segundo turno das eleições. A parlamentar afirmou acreditar na vitória de Flávio, candidato que recebeu o apoio dela e do União Brasil. A declaração ocorreu durante a cobertura especial da votação.
Rose Modesto ressaltou que os dias recentes demonstraram, segundo sua avaliação, a força da direita e da candidatura de Flávio no cenário nacional. Como presidente do União Brasil, ela interpretou o resultado do primeiro turno como um sinal claro do desejo do eleitor por mudança e alternância de poder.
Alternância de poder e democracia
Para a deputada eleita, a alternância de poder é um processo saudável, seja no âmbito nacional, estadual ou municipal. Ela defende que essa troca representa uma manifestação democrática fundamental. Rose afirmou ter feito uma escolha política dentro do campo de centro-direita, mas reconheceu a diversidade de opiniões entre os eleitores.
“Eu fiz uma escolha, estou aqui, sou de um partido de centro-direita, acredito na eleição do Flávio, mas sei que tem pessoas que pensam diferente”, declarou a parlamentar. Ela enfatizou que a política deve respeitar as escolhas individuais de cada cidadão durante e após o pleito.
Rose reforçou a importância do comparecimento às urnas, mesmo para quem não se identifica plenamente com nenhuma candidatura. Segundo ela, a abstenção interfere diretamente no resultado, pois transfere a decisão para quem participa. A deputada citou uma frase atribuída a Platão para defender o envolvimento da população: “Quem não gosta de política será comandado por aqueles que gostam”.
Papel do Congresso e apelo pela paz
Ao comentar o cenário pós-eleição, Rose destacou que as decisões do país passam pelo Congresso Nacional, e não apenas pelo presidente da República. Ela afirmou que deputados federais e senadores têm papel decisivo na condução das pautas, inclusive ao analisar ou alterar decisões do Executivo. “Acompanha o seu deputado federal, acompanhe o seu senador, porque o futuro do país vai passar pelo Congresso Nacional”, afirmou.
A deputada eleita insistiu que a participação política não termina com o resultado das urnas. Para quem elegeu seu candidato, ela pediu continuidade no acompanhamento e cobrança. Para quem ficou do lado derrotado, Rose defendeu a manutenção da fiscalização e do debate público. O trabalho do presidente escolhido também será importante, mas a responsabilidade é de todos os mandatários.
Em meio ao apelo pela participação, Rose lamentou um episódio de violência ocorrido em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Segundo relatou, uma confusão ligada às eleições terminou com a morte de um homem de pouco mais de 30 anos, que teria sido assassinado com cerca de três tiros. Ela classificou o episódio como inaceitável e afirmou que a política não pode justificar agressões.
“Nós não precisamos de violência em lugar nenhum, e quando se fala de política, muito menos”, disse a parlamentar. No encerramento da entrevista, Rose desejou que a votação e o período posterior ao resultado ocorram em clima de paz, independentemente de quem vença. Ela concluiu defendendo que a população siga acompanhando os mandatos com cobrança e responsabilidade pública.








