Uma pesquisa realizada pelo Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Três Lagoas, entre 26 e 29 de outubro, revelou que a diferença entre os menores e maiores preços de alimentos pode ultrapassar 100% nos supermercados da cidade. O levantamento, que analisou 22 produtos em nove estabelecimentos, mostra que o mesmo item pode custar mais que o dobro, impactando diretamente o orçamento das famílias. Para famílias que destinam até 30 % da renda à alimentação, essa diferença pode representar dezenas de reais por mês.
Entre os itens com maior variação está o frango inteiro, cujo quilo foi encontrado por R$ 10,90 em um supermercado e R$ 23,90 em outro, diferença de R$ 13, equivalente a 119,3 %. O café tradicional em pacote de 500 g variou de R$ 19,79 a R$ 34,90, gerando um salto de R$ 15,11 (76,4 %). Já o feijão carioca de um quilo apresentou preços entre R$ 6,79 e R$ 13,90, representando 104,7 % de diferença.
Variações de preços
A cesta básica também apresenta disparidades relevantes. O pacote de cinco quilos de arroz tipo 1 custou entre R$ 16,98 e R$ 24,90, diferença de R$ 7,92. O açúcar cristal, na mesma embalagem, variou de R$ 15,97 a R$ 24,80, gerando um abismo de R$ 8,83. Nos cortes bovinos, o quilo do coxão mole ficou entre R$ 45,50 e R$ 54,99 (diferença de R$ 9,49), enquanto o acém teve variação menor, de R$ 38,90 a R$ 40,98 (R$ 2,08). Essas variações são especialmente críticas para consumidores de baixa renda, que dependem da cesta básica para a maior parte da alimentação.
No setor de hortifrúti, a banana nanica teve preço entre R$ 4,99 e R$ 7,99 o quilo, e o tomate variou de R$ 10,99 a R$ 18,99. A cebola apresentou diferença de R$ 4,05, com valores entre R$ 7,85 e R$ 11,90. Esses números demonstram que a variação não se restringe a uma única categoria, mas se estende a produtos industrializados, carnes e hortaliças.
Com base nos dados, a pesquisa indica que a comparação de preços por item pode gerar economia significativa para os consumidores de Três Lagoas. O Procon recomenda que os consumidores verifiquem os valores em diferentes estabelecimentos antes de efetuar as compras, sobretudo em itens da cesta básica. O levantamento não considerou promoções específicas e os preços podem mudar ao longo do tempo, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo.








