Em Campo Grande, 16 escolas municipais, Emeis e 16 Emeis, envolvem crianças de 5 a 8 anos em uma atividade dos Correios em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Os alunos produzem cartas e bilhetes para o Papai Noel como parte do processo de alfabetização.
Antes de colocar os pedidos no papel, as crianças estudam diferentes modelos de cartas e trabalham elementos como saudação, apresentação, mensagem e despedida, aprendendo a separar palavras, organizar frases e usar pontuação.
Na Escola Municipal Professora Eulália Neto Lessa, na região da Vila Manoel Taveira, a atividade envolveu estudantes do Grupo 5 ao terceiro ano, que tiveram contato com os modelos e praticaram a escrita.
Atividade nas escolas
Na turma do segundo ano, que tem 31 alunos, cerca de 25 já estavam alfabetizados e outros cinco ainda precisavam de acompanhamento mais próximo. A professora Rogéria Vieira explica que a prática uniu o lúdico ao afetivo, permitindo que os alunos consolidassem a escrita e vivenciassem a função social da carta.
A diretora Juliana Amaral destaca que a atividade deu uma finalidade concreta à escrita, pois as crianças desenham bem, mas escrevem pouco. A campanha orientou as famílias sobre os tipos de presentes que poderiam solicitar, excluindo produtos eletrônicos.
Natal e solidariedade
Para os alunos do primeiro ano, a professora Laura Marcia da Silva adaptou o gênero bilhete, com estrutura simples de destinatário, mensagem e despedida. Algumas crianças escreveram sozinhas, outras tiveram apoio dos colegas ou participaram de uma produção coletiva conduzida pela professora.
A atividade também colocou a leitura no centro do processo. Depois de produzir os bilhetes, os estudantes precisavam ler o que haviam escrito, reforçando a relação entre quem produz a mensagem e quem vai recebê-la.
Durante a discussão sobre o significado do Papai Noel, a professora Rogéria levou a conversa para a ideia de solidariedade, explicando que qualquer pessoa pode ser Papai Noel ao fazer o bem e levar alegria a outra pessoa.
A coordenadora pedagógica Eliane Araújo relata que a escola enviou às famílias um bilhete escrito como se fosse do “Escritório do Papai Noel”, anunciando que a unidade havia sido escolhida para participar da campanha. A magia já começa desde agosto, quando a escola incentiva as crianças a lerem para os pais.
A iniciativa tem sido bem recebida pelos pais e pela comunidade, que reconhecem a importância de integrar aprendizagem e celebração.
Além disso, a atividade pode servir como modelo para outras cidades que buscam inovar o ensino de alfabetização com temas relevantes e motivadores.
O projeto demonstra como temas festivos podem apoiar a alfabetização, incentivando a leitura e a escrita e promovendo valores sociais entre os estudantes.








