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Cirurgia robótica pode chegar a Dourados em até três anos, diz especialista

Cirurgia robótica pode chegar a Dourados em até três anos, diz cirurgião Diego Romeiro, durante entrevista à Massa FM.

O especialista em hérnias abdominais minimamente invasivas afirmou que hospitais do município já demonstraram interesse e estão avaliando a implantação da tecnologia.

Atualmente, pacientes de Dourados que recebem indicação para esse tipo de procedimento precisam ser encaminhados para Campo Grande ou São Paulo.

A cirurgia robótica pode ser usada no tratamento de hérnias abdominais, especialmente as incisionais, que surgem em áreas de operações anteriores.

Cirurgia e tecnologia

Segundo Romeiro, o robô não realiza a cirurgia sozinho. Todos os movimentos são comandados pelo médico, que utiliza o equipamento para obter uma visão tridimensional da área operada e controlar pinças com articulação de 360 graus.

O robô serve como auxílio para melhorar a visualização, aumentar a precisão e permitir pontos de sutura de maior qualidade.

A videolaparoscopia e a cirurgia robótica utilizam pequenas incisões, diferentemente das operações abertas, que exigem cortes maiores.

Menor agressão aos tecidos reduz a inflamação, a dor no pós-operatório e o tempo necessário para a retomada das atividades.

A maior mobilidade das pinças permite, em alguns casos, substituir grampeadores por pontos, o que pode fazer com que o paciente caminhe no dia seguinte ao procedimento e volte a dirigir em cerca de cinco dias.

Benefícios e limitações

A indicação deve ser individualizada, pois cirurgias abertas, por vídeo e robóticas continuam tendo aplicações específicas.

Romeiro explicou que a hérnia surge em pontos de fraqueza da parede abdominal e pode ser favorecida pelo envelhecimento dos tecidos, redução do colágeno e esforço físico.

Quando não tratada, pode provocar encarceramento ou estrangulamento de parte do intestino, exigindo cirurgia de emergência devido ao risco de necrose.

Apesar dos benefícios, a cirurgia robótica ainda possui custo elevado e não é coberta integralmente pelos planos de saúde.

Para Romeiro, a chegada da tecnologia a Dourados é um caminho natural, pois o município atende pacientes de toda a região sul de Mato Grosso do Sul e também do Paraguai.

A entrevista completa foi publicada no portal RCN67 e pode ser acessada em massa FM.

Os hospitais de Dourados estão analisando os custos de aquisição e manutenção do equipamento, além de planejar a formação de equipes cirúrgicas e a integração com os protocolos existentes.

A expectativa é que, quando instalada, a tecnologia permita reduzir o tempo de internação em até 30% e diminuir os custos de pós-operatório, beneficiando pacientes e o sistema de saúde regional.

Até o momento, não há data oficial para a instalação, mas especialistas estimam que o processo pode levar de dois a três anos, considerando aquisição, treinamento e homologação.

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) devem aprovar a tecnologia antes que ela seja implementada em hospitais públicos.

Enquanto isso, pacientes que necessitam de cirurgia de hérnia em Dourados continuarão a ser encaminhados para os centros de referência em Campo Grande e São Paulo, onde o procedimento já é realizado com frequência.

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