Na manhã de sexta-feira, 19, em um apartamento localizado no bairro Vila Marcos Roberto, em Campo Grande, uma mulher de 64 anos, acamada e dependente de injeções diárias de insulina, ficou sozinha após a saída da cuidadora responsável pelo plantão. A profissional teria deixado o local por volta das 7h50, alegando que precisava cumprir outro plantão. A substituta que deveria assumir o atendimento não chegou no horário previsto, deixando a paciente sem acompanhamento e com as portas da residência abertas.
Durante esse período, a paciente permaneceu sem acompanhamento, sem a administração dos medicamentos necessários. Em estado de sofrimento, ela ligou para a filha pedindo ajuda. A filha, ao chegar ao local, encontrou a mãe aos prantos, sem nenhum cuidador presente. A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança e o cuidado da idosa.
Segundo o registro policial, somente por volta das 9h, cerca de 1 hora e 10 minutos depois da saída da cuidadora, uma nova profissional foi encaminhada para acompanhar a paciente. A família afirma que essa não seria a primeira ocorrência de falha no serviço de home care. No sábado, 12, por volta das 23h, outra cuidadora teria deixado o plantão antes da chegada de uma substituta, obrigando a filha a permanecer no apartamento durante a noite com a mãe.
Histórico de falhas
A família também relatou que não recebeu comunicação prévia sobre a saída da profissional ou sobre a ausência da substituta. Ao encontrar a mãe sozinha, a filha procurou a responsável pela empresa contratada para prestar o serviço de home care. Segundo o registro policial, a responsável pela empresa negou que tivesse ocorrido abandono do plantão e não informou à família o nome completo da cuidadora que deixou o apartamento.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/ Centro) para que as circunstâncias sejam apuradas pela Polícia Civil. Até o momento, o relato consta como denúncia feita pela família, e não há conclusão sobre eventual responsabilidade criminal. A paciente, que depende de cuidados contínuos e faz uso de medicamentos, incluindo insulina, permanece sob vigilância das autoridades, que deverão esclarecer o que aconteceu durante o período em que ficou sem acompanhamento.
A empresa de home care ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido, e a família aguarda respostas das autoridades. Enquanto isso, a idosa continua em estado de vulnerabilidade, exigindo cuidados constantes. A situação destaca a necessidade de fiscalização mais rigorosa dos serviços de assistência domiciliar no estado, especialmente em casos de pacientes com necessidades críticas.








