Pesquisar

Governador Riedel defende repasses à Santa Casa e fala sobre renúncia fiscal

o Governador Eduardo Riedel foi entrevistado no programa Microfone Aberto, da Massa FM. Foto: Saul Schramm

Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, afirmou que o Estado continuará repassando recursos à Santa Casa de Campo Grande, que permanece sob gestão provisória determinada pela Justiça.

Riedel explicou que a administração anterior havia sido cobrada por um novo contrato baseado em pagamento por produtividade, mas que a proposta encontrou barreiras e não avançou, resultando em um aumento de 56 % nos repasses estaduais neste ano.

O gestor provisório, nomeado pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, é Luiz Alberto Hiroki Kanamura, que assumiu a direção por 180 dias, prorrogáveis a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O governador garantiu que o Estado respeitará a decisão judicial e que negociará a mudança de contrato com o novo gestor.

Renúncia fiscal

Questionado sobre críticas que apontam R$ 12 bilhões em renúncia fiscal decorrentes do crescimento do Estado, Riedel alegou desinformação e ressaltou que os incentivos fiscais atraem empresas que, de outra forma, não se instalariam no Estado. Parte da renúncia, segundo ele, provém da desoneração da cesta básica e de alíquotas reduzidas para etanol (11 %) e carne (4 %). A alíquota geral do ICMS permanece em 17 %.

Sobre a alta do milho, atribuída ao aumento do etanol, o governador afirmou que o preço segue a cotação internacional e que o governo tem pouca margem para intervir, embora reconheça o impacto nos custos de ração de suínos e frangos.

Fundersul e estradas

Riedel explicou que o Fundersul perdeu metade da receita originada do ICMS sobre combustíveis após a reforma tributária, passando a arrecadar cerca de R$ 1 bilhão por ano. Em contrapartida, o Estado destina quase R$ 2,5 bilhões anuais à manutenção e construção de estradas, com acompanhamento da Federação da Agricultura e da Associação dos Criadores, embora não tenha detalhado os investimentos específicos em Dourados.

Em Três Lagoas, o governador classificou a pressão sobre saúde, trânsito e o aumento do aluguel como um “problema bom” do crescimento, apontando déficit de 70 mil moradias no Estado, das quais 50 mil são vinculadas ao peso do aluguel na renda familiar. Quanto à fábrica de fertilizantes UFN3, retomada pela Petrobras, Riedel prometeu qualificar a mão de obra local e exigir prioridade de contratação de trabalhadores da região.

Na área educacional, Riedel informou que 62 % das 354 escolas estaduais já operam em tempo integral. O limite máximo para esse modelo, entre 80 % e 85 %, será debatido na Secretaria de Educação, embora o governador não tenha apresentado estimativa de custo para a expansão.

Ao encerrar a entrevista, o candidato pediu apoio nas urnas, reforçando a necessidade de votos para sua reeleição e para os aliados da chapa. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.

Isso vai fechar em 35 segundos