Mato Grosso do Sul não possui casos confirmados de sarampo, mas o estado intensificou as ações de vigilância epidemiológica. A medida ocorre em resposta ao alerta emitido pelo Ministério da Saúde sobre o risco de reintrodução do vírus no país. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta a população a manter a vacinação em dia para evitar a circulação da doença.
Segundo dados da SES, o estado registrou 24 casos suspeitos de sarampo neste ano. Desses registros, 21 foram descartados após investigação. Atualmente, três casos continuam em análise pelos técnicos de saúde. O objetivo é garantir que não haja transmissão local do vírus.
O alerta nacional surge em um contexto de avanço da doença nos Estados Unidos e em outros países da América Latina. No Brasil, os casos registrados até a semana passada eram classificados como importados. Isso significa que não há transmissão sustentada do vírus dentro do território nacional até o momento.
Recomendações para a população
A SES reforça que a vacinação é a principal medida de prevenção. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal ferramenta de controle. As crianças devem receber duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, conforme o calendário nacional de imunizações.
Para pessoas de 1 a 29 anos, a recomendação é ter duas doses comprovadas no registro vacinal. Entre 30 e 59 anos, é indicada uma dose caso não exista comprovação de vacinação anterior. Pessoas com 60 anos ou mais não têm indicação de vacinação de rotina pelo Programa Nacional de Imunizações, salvo situações específicas avaliadas por autoridades de saúde.
A orientação é que crianças, adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para verificar a caderneta e completar o esquema vacinal, se necessário. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Cenário nacional e cuidados com viagens
O Ministério da Saúde aponta o avanço do sarampo em países como Estados Unidos, Peru, Guatemala, México e Canadá. Nos Estados Unidos, o número de casos atingiu o maior patamar em mais de três décadas. Mais de 90% dos casos estão relacionados a pessoas não vacinadas, segundo dados apresentados pelo ministério.
No Brasil, foram registrados 52 casos até a semana passada, todos importados. O estado de São Paulo concentrou 41 registros, além de casos no Rio de Janeiro e no Amazonas. Apesar dos registros, o país não apresenta circulação sustentada do vírus. O Brasil perdeu a certificação de eliminação da doença em 2019, quando registrou mais de 20 mil casos, mas recuperou o certificado posteriormente com o avanço da vacinação.
A SES alerta para o risco de exposição durante viagens internacionais. A recomendação é conferir a situação vacinal antes de viajar e atualizar a caderneta, quando necessário. O sarampo é altamente contagioso e pode provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite, além de levar à morte, principalmente entre crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Qualquer pessoa que apresente febre acompanhada de manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Essa orientação faz parte da estratégia de vigilância para identificar rapidamente possíveis casos e evitar a circulação do vírus. Neste ano, o Ministério da Saúde realizou mobilizações para ampliar a vacinação, incluindo ações de busca ativa e investigação de contatos. A estratégia inclui a chamada “dose zero”, indicada para bebês a partir dos seis meses em situações específicas, sem substituir as doses regulares.








