Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou que o governo brasileiro falhou no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) na determinação presidencial anual sobre fluxos mundiais de entorpecentes enviada ao Congresso americano. A crítica foi publicada inicialmente no portal RCN67.
Na mensagem, Trump descreveu as duas organizações como “terroristas” e afirmou: “O governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína. Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo do Brasil precisa urgentemente tomar medidas agressivas para confrontá‑las e derrotá‑las antes que se espalhem e cresçam.”
Reprovações na América do Sul
Embora a crítica seja enfática, o Brasil não foi incluído em nenhuma lista formal de sanções e não integra o rol oficial de 23 países classificados pela legislação norte‑americana como grandes produtores ou rotas de trânsito direto para os EUA. O documento faz parte da prestação de contas que o Executivo dos EUA envia periodicamente aos parlamentares para respaldar as diretrizes de cooperação e o orçamento de segurança externa voltado ao ano fiscal de 2027.
No mesmo relatório, outras quatro nações – Afeganistão, Birmânia, Bolívia e Colômbia – receberam a reprovação legal mais severa da Casa Branca por descumprimento comprovado de acordos internacionais no último ano. Já a Venezuela saiu da lista de países reprovados após a Casa Branca citar avanços em operações conjuntas recentes contra grupos criminosos locais.
Lista de sanções
O governo norte‑americano manteve a liberação de ajuda financeira para os países sul‑americanos, inclusive o Brasil, ao considerar a cooperação mútua estratégica aos interesses de Washington, apesar da cobrança política feita por Trump. Até o momento, não há indicação de que o Brasil será alvo de sanções ou de que medidas concretas serão impostas.
A crítica pode, porém, pressionar autoridades brasileiras a intensificar ações contra o PCC e o Comando Vermelho, tema que já figura nas agendas de segurança pública nacional. O próximo passo deverá ser a resposta oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que ainda não se pronunciou sobre a acusação.








