Na segunda‑feira, 5 de maio de 2026, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande confirmou o décimo terceiro morcego infectado pelo vírus da raiva no município. O animal foi localizado na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal, elevando o total de casos positivos para 13 no corrente ano.
Ao longo de 2026, equipes de campo recolheram 988 morcegos suspeitos de portar a doença; entre eles, 13 apresentaram resultado laboratorial positivo para a raiva. Os demais foram descartados como saudáveis após exames, mas o número de animais capturados demonstra a vigilância intensiva do órgão municipal.
Com a nova confirmação, o CCZ reforça as orientações para quem encontrar morcegos caídos, vivos ou mortos, dentro de residências ou em áreas públicas. A recomendação principal é não tocar no animal e evitar qualquer contato direto com pessoas ou animais de estimação, mesmo que se usem luvas ou panos.
O órgão também destaca a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. A imunização desses pets reduz significativamente o risco de transmissão do vírus, que pode infectar mamíferos, inclusive seres humanos, em caso de mordida ou arranhão.
Como agir
Caso um morcego seja encontrado no chão, a orientação do CCZ é isolá‑lo imediatamente, mantendo cães, gatos e crianças afastados. O animal deve ser coberto com um balde, caixa ou outro recipiente, colocando peso sobre o objeto para impedir que ele escape, e o serviço de vigilância ambiental deve ser acionado pelos telefones (67) 2020‑1801 ou (67) 2020‑1789, disponíveis de segunda a sexta, das 7h às 17h.
Se a pessoa for mordida ou arranhada, deve lavar o local com água e sabão em abundância e procurar imediatamente uma unidade de saúde ou hospital para avaliação e possível vacinação antirrábica. Para cães ou gatos que tenham tido contato, o tutor deve buscar atendimento veterinário sem demora. O CCZ enfatiza que, apesar do aumento de casos, não há motivo para pânico, mas recomenda vigilância constante e atualização das vacinas dos animais domésticos.
O CCZ informa que continuará a coleta sistemática de morcegos suspeitos ao longo do restante do ano, mantendo o registro de cada caso e enviando amostras ao laboratório estadual para confirmação. Os dados serão divulgados mensalmente para que a população acompanhe a evolução da situação epidemiológica.
Autoridades de saúde alertam que a raiva, embora rara, tem taxa de mortalidade quase 100 % quando não tratada, reforçando a necessidade de vacinação preventiva e de notificação imediata de qualquer contato com morcegos. A colaboração da comunidade é essencial para impedir a propagação do vírus e proteger tanto humanos quanto animais.







