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Duplo homicídio em Três Lagoas deixa comunidade em choque

Gustavo Cardoso e Kenedy Murilo foram mortos após criminosos invadirem uma residência na Vila Alegre, em Três Lagoas.

Na madrugada de segunda-feira, 14 de setembro, Três Lagoas registrou um duplo homicídio que chocou a comunidade. Gustavo Cardoso Franchini Almeida Araújo, 16, e Kenedy Murilo Espiridião da Silva, 18, foram mortos a tiros e facadas dentro de uma residência na Rua Alba Cândida, no bairro Vila Alegre.

Os invasores chegaram a pé, invadiram o imóvel e atacaram as duas vítimas com disparos de arma de fogo e golpes de faca. O ataque ocorreu dentro da casa, onde outras três pessoas estavam presentes. Elas conseguiram se esconder em outros cômodos e não foram atingidas.

Até o início da manhã, não havia informação sobre prisões. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Gustavo e Kenedy já estavam mortos quando os socorristas chegaram. A Polícia Militar isolou a residência para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Criminal.

Câmeras de segurança instaladas na região poderão ajudar a identificar os autores e reconstruir o caminho utilizado na fuga. A polícia ainda não confirmou a identidade dos suspeitos, mas a investigação já aponta possíveis ligações com facções criminosas, em especial o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Investigações em curso

A Polícia Civil deverá esclarecer se o ataque foi uma execução planejada, quem ordenou o crime e qual seria a motivação. A suspeita inicial é de que integrantes do CV possam ter participado da invasão, mas a ligação dos autores e das vítimas com organizações criminosas ainda depende da investigação.

O duplo homicídio ocorre em um momento em que as forças de segurança já investigam outros episódios violentos associados à disputa territorial entre facções em Três Lagoas. Até 10 de setembro, o município contabilizava 13 homicídios dolosos e 32 tentativas de homicídio em 2026.

Kenedy era irmão de Kailayne Mirele Esperidião, 19 anos, morta em outro ataque a tiros ocorrido em maio, nas proximidades da Lagoa Maior. Kailayne estava acompanhada do namorado, Gabriel dos Santos Souza, 18 anos, que também foi baleado e morreu dois dias depois no hospital.

A investigação ainda deverá determinar se existe alguma relação entre aquele atentado e o duplo homicídio registrado nesta segunda-feira. Até o momento, não há confirmação de que a morte de Talicinha e a execução de Gustavo e Kenedy estejam diretamente relacionadas.

No domingo (13), Thaís Eduarda Souza Rossi, 18 anos, conhecida como “Talicinha do PCC”, morreu após ser baleada pela Força Tática no Conjunto Habitacional Novo Oeste. A polícia afirma que ela era apontada como integrante do PCC e estava com uma faca durante uma ocorrência iniciada após denúncia de ameaça contra uma vizinha.

Os policiais efetuaram dois disparos. Ela foi socorrida pela própria equipe da PM e levada ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu. A dinâmica da intervenção ainda deverá ser apurada. Até agora, não há confirmação de ligação direta entre os episódios, mas a investigação continua em curso, com expectativa de esclarecimentos nas próximas semanas.

A polícia continua a analisar as imagens de câmeras de segurança e a interrogar testemunhas. A Perícia Criminal já iniciou a coleta de evidências no local, incluindo balas, fragmentos de faca e impressões digitais.

O caso também levanta questões sobre a segurança residencial em Três Lagoas, onde a violência entre facções tem aumentado. Autoridades locais pedem maior presença policial nas áreas de maior risco e reforço nas patrulhas noturnas.

Os moradores de Vila Alegre manifestaram preocupação e solicitaram ações imediatas para prevenir novos ataques. A comunidade espera respostas rápidas das autoridades.

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