O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE‑MS) iniciou nesta segunda‑feira (21) a preparação para o Teste de Integridade das urnas eletrônicas que será realizado nas eleições de 2026, visando garantir que os votos registrados coincidam com os resultados contabilizados.
A primeira fase consiste no treinamento dos auxiliares de auditoria, programado para acontecer até sexta‑feira (25) das 9h às 11h, no saguão do Fórum Eleitoral de Campo Grande. O objetivo é capacitar a equipe que acompanhará a votação simulada e a conferência dos dados.
O teste será público e incluirá uma votação simulada, permitindo que eleitores e observadores verifiquem se o sistema da urna registra corretamente cada voto e se o resultado final reflete exatamente o que foi digitado durante a auditoria.
Etapas do teste
Na véspera do primeiro turno, 3 de outubro, a partir das 8h, no Auditório do TRE‑MS, serão selecionadas as urnas eletrônicas que participarão tanto do Teste de Integridade quanto do Teste de Autenticidade. A escolha ocorre um dia antes da votação oficial.
No dia 4 de outubro, primeiro turno, o Teste de Integridade será realizado a partir das 7h no Fórum Eleitoral e no Colégio Marista, ambos em Campo Grande. O procedimento também está previsto para um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.
As atividades são coordenadas pela Comissão de Auditoria do TRE‑MS, que destaca a ampliação da transparência e o acompanhamento público dos mecanismos de fiscalização do sistema eletrônico de votação.
Eleitores e transparência
O teste será conduzido em um estado que terá 2.024.884 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pelo Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul. Esse número representa um aumento de 28.374 eleitores em relação a 2022, quando eram 1.996.510.
“O Teste de Integridade é uma das etapas de auditoria do sistema eletrônico de votação brasileiro e tem como objetivo demonstrar, de forma pública, o funcionamento das urnas eletrônicas e verificar se os votos registrados correspondem aos resultados contabilizados pelo equipamento de forma fiel”, explicou o TRE‑MS.
Ao tornar o processo aberto e auditável, o TRE‑MS busca reforçar a confiança da população no processo eleitoral e prevenir eventuais questionamentos sobre a lisura dos resultados nas próximas eleições.








