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Justiça Eleitoral troca 900 urnas e registra zero votações manuais no 2º turno

Urna eletrônica sendo substituída durante o 2º turno das eleições no Brasil. foto: Gerada por IA | Adriano Hany

A Justiça Eleitoral substituiu 900 urnas eletrônicas em todo o país até as 12h deste domingo (25). O balanço parcial do segundo turno não registrou nenhuma seção com votação manual. Os dados foram divulgados ao meio-dia e mostram a normalidade do processo de apuração inicial.

As trocas representam menos de 0,2% das mais de 499,2 mil urnas preparadas para a votação. Outras 48,8 mil equipamentos foram mantidos em reserva para contingência. Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, sendo 157,8 milhões no Brasil e 918,8 mil no exterior.

Incidente em Fortaleza

O único caso de dano a urna descrito no boletim ocorreu no Colégio Adailson Studart Filho, no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza (CE). Um eleitor derrubou a mesa onde estava o equipamento após tentar furar a fila preferencial. Ele estava acompanhado de uma pessoa que usava colar de girassol, símbolo de identificação para pessoas com deficiências ocultas.

Ao não conseguir passar à frente, o eleitor ficou agressivo e derrubou a mesa. Na queda, a urna e o terminal do mesário foram danificados. O homem foi detido e conduzido pela Polícia Federal. Familiares dele teriam ameaçado mesários e outras pessoas presentes na seção.

Diante dos relatos, o juiz eleitoral autorizou policiamento dentro do local. Os equipamentos foram substituídos e a votação seguiu normalmente. A ocorrência foi registrada como possível crime de destruir, suprimir ou ocultar urna com votos, previsto no artigo 339 do Código Eleitoral. O caso foi encaminhado à PF, que não identificou o eleitor no boletim.

Ocorrências e denúncias

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contabilizou 138 ocorrências no domingo. Houve 13 flagrantes e 24 pessoas foram conduzidas. Entre os tipos listados, aparecem 40 casos de quebra de sigilo, 19 de propaganda irregular, 16 de boca de urna e um de compra de voto. As polícias lavraram 37 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs).

O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, recebeu mais de 1,3 mil registros de irregularidades. Houve denúncias em todas as unidades da federação, exceto Roraima e Rondônia. O Rio de Janeiro lidera com 155 casos. Nas denúncias de propaganda irregular, a internet concentra a maior parte, com 253 casos, seguidas por vias públicas (69) e bens públicos (58). O boletim classifica 276 denúncias como falsas.

A Sala Climática da Justiça Eleitoral registrou 270 ocorrências relacionadas a infraestrutura. Deste total, 257 foram por falta de energia e 13 por falta de internet. Os registros ocorreram no Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Até o fechamento do balanço, 101 casos estavam normalizados. O boletim cita ainda casos de teclas coladas em urnas em Gravataí (RS), Ceilândia (DF) e Araguaína (TO), sem detalhar se a votação foi afetada.

Os aplicativos oficiais somaram milhões de acessos. O e-Título registrou 2,3 milhões de emissões do documento digital entre sábado (24) e domingo. O mesmo app teve 2,6 milhões de justificativas e 14,2 milhões de consultas ao local de votação. O canal ChatVote recebeu 400 mil mensagens no domingo. O sistema de alertas Siade teve 196 alertas no dia e mais de 20 mil desde 1º de agosto. A ação Seu Voto Importa contabilizou mais de 2,5 mil pessoas transportadas.

Em Mato Grosso do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) registrou 38 ocorrências com urnas até as 14h. Os incidentes ocorreram em 36 seções de 20 municípios. Catorze urnas foram substituídas no estado. A votação termina às 17h, no horário de Brasília, o que corresponde às 16h em Mato Grosso do Sul. Depois disso, o TSE começa a divulgar a totalização dos votos. Os números do balanço do 2º turno são parciais e devem ser atualizados ao longo do dia. O caso de Fortaleza segue com a Polícia Federal.

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