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João Henrique Catan (Novo) propõe revisão de incentivos fiscais, mudanças na saúde e reforço da segurança em MS

João Henrique Catan, no estúdio da Rádio Massa FM Campo Grande Foto: Maria Edite Vendas/ Portal RCN67

Em entrevista concedida à Massa FM na segunda‑feira (21), o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan (Novo), apresentou as principais linhas de ação que pretende implementar caso seja eleito. Entre as propostas estão a revisão dos incentivos fiscais, a ampliação da transparência na gestão pública, a reestruturação da saúde estadual e o reforço imediato das forças de segurança. Catan destacou que as medidas visam melhorar a arrecadação, garantir mais liberdade ao comércio e reduzir a vulnerabilidade da população a fraudes e à violência.

Deputado estadual em seu segundo mandato, Catan deixou o Partido Liberal (PL) para integrar o Novo e disputar a chefia do Executivo. Ele afirmou que levará ao governo a experiência acumulada ao longo de oito anos na Assembleia Legislativa, período em que atuou no acompanhamento do orçamento e na análise de políticas públicas. Segundo o candidato, esse histórico lhe permite identificar falhas e propor ajustes que aumentem a eficiência da máquina pública.

Incentivos fiscais

Catan prometeu dar transparência total aos incentivos fiscais concedidos pelo Estado, divulgando tanto os valores quanto as contrapartidas exigidas das empresas beneficiadas. Ele criticou a falta de informações detalhadas sobre as renúncias fiscais e defendeu a revisão desses benefícios para reduzir a carga tributária e simplificar os procedimentos para os empresários. O candidato também se posicionou contra a cobrança antecipada de impostos sobre estoques, alegando que a mudança na forma de arrecadação abriria mais espaço para o comércio. “Nós vamos mexer nos incentivos fiscais pra diminuir a quantidade de impostos que são arrecadados, dando maior liberdade”, afirmou.

Na área da saúde, Catan apontou a falta de vagas e a demora nos procedimentos como problemas críticos que exigem ação imediata. Ele denunciou uma investigação em curso sobre suspeitas de fraude envolvendo a compra e distribuição de medicamentos para pacientes com câncer no estado, ressaltando a necessidade de maior controle sobre os processos da Secretaria Estadual de Saúde. “Se eles saíssem das planilhas, se deixassem de governar os números, as estatísticas, os cálculos e começassem a governar para as pessoas, a gente ia ver aquilo que está acontecendo de errado na saúde”, declarou o candidato, indicando que a gestão deve ser orientada para o cidadão.

Saúde e segurança

Em relação à segurança pública, Catan propôs convocar imediatamente os 447 policiais que já concluíram a formação e aguardam ingresso nas forças de segurança. Além da reposição de efetivo, ele defendeu investimentos em tecnologia, como monitoramento por drones e equipamentos modernos, especialmente nas regiões de fronteira, onde o crime organizado tem maior presença. O candidato também enfatizou a necessidade de integrar tecnologia ao policiamento e de reforçar a fiscalização nos presídios, argumentando que a combinação de recursos humanos e tecnológicos pode reduzir a criminalidade de forma mais eficaz.

Questionado sobre as prioridades para os primeiros 100 dias de governo, Catan enumerou a transparência dos gastos com publicidade, a divulgação dos incentivos fiscais revisados e a reestruturação da administração pública. Ele sugeriu ainda a adoção de jornada de trabalho de seis horas em determinadas áreas, preservando os serviços essenciais por meio de escalas. Segundo o candidato, a mudança na jornada faria parte de uma estratégia de reorganização da máquina pública, buscando maior produtividade sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.

Ao explicar a mudança de sigla política, Catan afirmou que mantém as posições adotadas como deputado de oposição, mas que, como governador, precisará construir relações com deputados, prefeitos e demais setores para viabilizar a administração. Ele defendeu uma relação mais independente entre Executivo e Legislativo, afirmando que uma Assembleia mais atuante poderia ampliar a discussão sobre incentivos fiscais, orçamento e reforma da máquina pública. “Nós vamos governar com tranquilidade, respeitando a história de Mato Grosso do Sul”, concluiu, sinalizando que a proposta de governo será pautada por diálogo e pela busca de soluções concretas para os desafios do estado.

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