Três Lagoas contabilizou 15 homicídios entre janeiro e a segunda-feira (21) de 2026. O balanço revela que um dos casos foi classificado como feminicídio. A Polícia Civil informou que oito crimes já foram esclarecidos. Quatro investigações estão em fase avançada pela Seção de Investigações Gerais (SIG). Três casos permanecem sem conclusão, totalizando sete mortes violentas em aberto.
A distribuição dos registros ao longo do ano indica concentração no segundo semestre. Janeiro, fevereiro e março registraram um homicídio cada. Maio teve dois casos, junho três, julho quatro, agosto um e setembro dois. Segundo a corporação, parte dos crimes está ligada a disputas entre facções criminosas.
Comparativo histórico
Além dos homicídios consumados, o município registrou 32 tentativas de homicídio em 2026. Os números se destacam na comparação com anos anteriores. Em 2005, foram registrados apenas cinco homicídios no ano inteiro. Com pouco mais de três meses restantes para o fim de 2026, Três Lagoas já superou em três vezes essa marca histórica.
O delegado regional da Polícia Civil, Rogério Fernando Makert Faria, que reassumiu o comando da unidade, avaliou o cenário. Ele afirmou que a cidade ainda é tranquila em comparação com outras regiões de Mato Grosso do Sul. “Três Lagoas ainda é tranquilo”, declarou o delegado. A avaliação considera o contexto local, mas não ignora o aumento dos índices.
Plano de ação
Makert Faria destacou que o crescimento econômico e populacional da cidade exige atenção no planejamento da segurança pública. Para o delegado, Três Lagoas não pode ser classificada como violenta, mas precisa se preparar para acompanhar a expansão demográfica e das atividades econômicas. A estrutura de segurança deve evoluir para atender às novas demandas geradas pelo desenvolvimento urbano.
A Polícia Civil pretende reforçar o trabalho de inteligência na região do Bolsão. Operações direcionadas estão nos planos para o próximo período. A investigação de crimes contra a vida permanece como prioridade institucional. O objetivo é identificar grupos e áreas relacionadas à criminalidade com maior precisão. O uso de inteligência será ampliado para reduzir o número de casos em aberto.







