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Medo do diagnóstico de câncer de mama impede mulheres de buscar cuidados, alerta oncologista

Durante a entrevista no programa Microfone Aberto, da Massa FM, a oncologista clínica Sara Scremin, médica cooperada da Unimed Dourados, alertou que o medo de descobrir câncer de mama faz mulheres adiarem exames ou deixarem de procurar acompanhamento após resultados alterados. Ela descreveu duas situações que observa em seu consultório: mulheres que ficam muito apreensivas diante de nódulos benignos e outras que, por receio do diagnóstico, se afastam dos cuidados com a saúde.

Segundo a especialista, o adiamento também ocorre entre pacientes que têm acesso a consultas e exames, reforçando a necessidade de esclarecer dúvidas e acolher os medos. Ela ressaltou que os avanços nos recursos de diagnóstico e nas opções de tratamento têm contribuído para melhorar os resultados e a qualidade de vida das pacientes. Mesmo diante dessas possibilidades, a orientação é buscar avaliação no momento adequado, pois identificar a doença em fases iniciais pode ampliar as alternativas de tratamento e reduzir o sofrimento durante o processo.

Detecção precoce vs. redução de risco

Scremin diferenciou a redução do risco da detecção precoce. Enquanto hábitos saudáveis fazem parte dos cuidados para reduzir o risco de adoecimento, os exames buscam identificar a doença antes que ela avance. Ela explicou que o acompanhamento deve considerar a idade, o histórico familiar e a presença de alterações genéticas, com avaliação individual para definir os exames e a frequência.

O acolhimento, de acordo com a oncologista, precisa alcançar tanto a mulher quanto a família. Além de lidar com os próprios receios, os familiares assumem um papel importante no apoio à paciente. Por isso, a orientação e o suporte durante o tratamento ajudam todos a compreender o diagnóstico e enfrentar cada etapa do cuidado.

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