Régis de Souza, gerente comercial do Grupo Raviera BYD em Dourados e Ponta Porã, afirmou em entrevista à Rádio Massa FM Dourados que a marca já representa 20% dos veículos vendidos na cidade. Para o executivo, o dado evidencia uma mudança rápida no comportamento do consumidor, que passou a aceitar com mais confiança os modelos elétricos, híbridos e super-híbridos.
A operação do Grupo Raviera BYD em Dourados existe há dois anos e meio. Régis lembrou que, no início, a marca enfrentava resistência por ser chinesa e por dúvidas comuns sobre carregamento, revenda, manutenção e disponibilidade de peças. No entanto, ele afirmou que essa percepção mudou com o tempo.
Consumidor perdeu a desconfiança
Segundo Régis, a cada dez veículos vendidos em Dourados, dois já são da BYD. Ele também afirmou que as marcas chinesas representam 45% do mercado local. Na avaliação do gerente, esse cenário confirma uma revolução automotiva em andamento.
“Isso não tem volta”, resumiu. A confiança na marca, antes um obstáculo, foi apontada por Régis como o principal ponto de virada. Ele disse que a BYD já aparece como a terceira marca que mais vende no Brasil e citou o BYD Dolphin Mini como exemplo de aceitação entre os consumidores.
O modelo foi apresentado por ele como um carro supercompacto, com autonomia de 380 quilômetros, banco elétrico, revestimento em couro, conjunto elétrico, multimídia e manutenção a cada 20 mil quilômetros. Régis também afirmou que o custo para abastecer e rodar com o veículo fica em R$ 0,12.
Linha tem 13 modelos e espera pelo Atto 2
Na entrevista, Régis disse que a BYD conta hoje com 13 modelos e cerca de 18 versões. A linha, de acordo com ele, vai de um elétrico 100% na faixa de R$ 120 mil a um super-híbrido próximo de R$ 400 mil.
Entre os lançamentos, o gerente destacou o Atto 2, que, segundo ele, tem fila de espera de aproximadamente 60 dias. Régis afirmou que o veículo está na faixa de R$ 150 mil, roda no etanol, tem autonomia de 1.045 quilômetros no modo super-híbrido, conta com sete airbags e reúne tecnologia, segurança e economia em um modelo compacto.
Com 28 anos de atuação no mercado automotivo, Régis disse que nunca havia visto uma transformação tão forte no setor. Ele afirmou que já passou por diferentes governos e crises, mas classificou o avanço do mercado chinês como algo totalmente adverso em relação ao que já havia ocorrido na indústria automobilística.
Régis também projetou mudanças para os próximos anos. Ele disse que a BYD foi criada há 35 anos com foco em soluções tecnológicas e afirmou que os veículos devem ganhar funções cada vez mais integradas à rotina dos motoristas.
De acordo com o gerente, os carros já permitem comandos por voz para funções como abrir vidro, acionar teto solar e regular o ar-condicionado. A tendência, na avaliação dele, é que essa interação avance para soluções ligadas à casa, ao lazer e à rotina familiar.
Régis afirmou ainda que, em cerca de um ano e meio, veículos da BYD devem passar a contar com inteligência artificial, recurso que ele classificou como totalmente disruptivo.
Durante a entrevista, a Massa FM também destacou a participação do Grupo Raviera BYD como parceiro da quarta edição da Confraria da Carne, marcada para 28 de outubro, no Vermelho Grill.
Régis afirmou que a parceria reforça a importância do relacionamento com o público. Para ele, vender apenas uma vez não basta, já que o objetivo é fidelizar o cliente e manter vínculo com a família desse consumidor.
A entrevista fechou com a avaliação de que o avanço da BYD em Dourados combina tecnologia, economia e relacionamento. Na visão de Régis, esses três pontos explicam a mudança de percepção sobre os veículos chineses no mercado local.







