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Cassiano Maia rebate Ângelo Guerreiro e critica uso político da Cavalgada

O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia (PP), quebrou o silêncio e respondeu publicamente às críticas do deputado estadual eleito Ângelo Guerreiro (PSDB). Em vídeo divulgado na tarde deste sábado (17), o gestor municipal defendeu a contratação do Sindicato Rural para a organização da Cavalgada Sul-mato-grossense de Arapuá, realizada nos dias 17 e 18 de outubro.

A manifestação ocorreu após Guerreiro questionar o uso de recursos públicos na festa e a participação de uma associação ligada à organização em edições passadas. Cassiano sustentou que o procedimento foi transparente e seguido das normas legais, garantindo igualdade de oportunidades a todos os interessados.

Defesa da licitação

O prefeito destacou que o Sindicato Rural é uma entidade histórica no município e venceu o processo licitatório de forma legítima. Cassiano afirmou que outras entidades, incluindo a associação citada por Guerreiro, poderiam ter concorrido, mas não houve impedimento para a participação.

“O Sindicato Rural é uma entidade histórica e respeitada em todo o nosso município. Participou e ganhou o processo licitatório”, declarou o prefeito. Ele reforçou o compromisso da administração com a transparência e a responsabilidade no uso dos recursos destinados ao evento.

Além de defender o atual procedimento, Cassiano acusou o antecessor de tentar manter o controle sobre a festa para fins de promoção política pessoal. O gestor também levantou questões sobre a fiscalização sanitária e as condições de higiene na preparação de alimentos em anos anteriores, embora não tenha apresentado documentos específicos no vídeo para comprovar essas alegações.

Histórico do rompimento

Durante a gravação, o prefeito retomou o histórico de sua relação política com Guerreiro. Cassiano explicou que foi convidado pelo então prefeito para integrar a equipe de governo, ocupando os cargos de secretário de Saúde, secretário de Finanças e, posteriormente, secretário-geral.

Segundo o atual prefeito, o desentendimento surgiu durante a campanha eleitoral para a Prefeitura. Ele se comprometeu a estudar a redução da jornada de trabalho dos servidores de oito para seis horas em reunião com sindicatos. Cassiano afirmou que Guerreiro discordou da medida e passou a se distanciar politicamente.

O prefeito também citou a ausência de Guerreiro na cerimônia de diplomação e na posse. Ele acusou o ex-prefeito de deixar problemas administrativos para a gestão seguinte, como a falta de planejamento para a instalação de ar-condicionado nas escolas e a manutenção precária da iluminação pública e áreas verdes.

Cassiano ressaltou que a atual administração tem trabalhado para resolver essas pendências. Entre as ações citadas estão a modernização da iluminação com tecnologia LED e a contratação de serviços para adequações elétricas nas unidades de ensino.

O prefeito contestou ainda a acusação de traição feita por Guerreiro durante a campanha. Cassiano afirmou que o ex-prefeito não aceita a sucessão política e tenta manter protagonismo na administração. “Você não aceita e não ajuda as pessoas que te sucedem”, declarou. Ele defendeu a renovação das lideranças e afirmou que Três Lagoas não pertence a um grupo político específico.

Sobre sua não participação na campanha de Guerreiro para deputado, Cassiano mencionou um processo judicial relacionado à contratação da coleta de lixo na gestão anterior. O prefeito disse que aguarda o desfecho do caso, que passou por decisões em primeira e segunda instâncias, e citou a possibilidade de novos recursos. Essa questão foi apontada como uma das razões para o afastamento político entre os dois.

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