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Cobertura vacinal contra sarampo em MS abaixo da meta na segunda dose

Em Mato Grosso do Sul, a cobertura vacinal contra o sarampo disparou um alerta na saúde pública. Até 1º de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou 97,10% de cobertura na primeira dose da tríplice viral, acima da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Contudo, a segunda dose ficou em 81,79%, abaixo do objetivo e sinalizando baixa adesão entre as crianças.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A preocupação aumenta porque a Bolívia, país vizinho, enfrenta um surto da doença, e o Peru registra milhares de casos. O Estado não confirma ocorrências desde 2020, quando dez pessoas foram diagnosticadas.

Em Três Lagoas, a cobertura da primeira dose atingiu 103%, superando a meta, enquanto a segunda dose alcançou 86%. Esse índice indica que ainda há crianças que precisam voltar às unidades de saúde para completar o esquema vacinal.

Transporte e risco

Humberta Azambuja, coordenadora na Central de Imunização, destacou a posição estratégica de Três Lagoas, marcada pelo fluxo constante de pessoas. ‘Sabemos o quanto Três Lagoas é uma cidade de trânsito, de todos os estados. Quem vai para a fronteira do lado do Paraguai, quem vai para São Paulo acaba passando por aqui. E a gente sempre diz que o sarampo é uma doença oportunista, o vírus está ali aguardando um suscetível. Quem é suscetível? O não vacinado’, afirmou.

O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração de uma pessoa infectada. Por isso, a vacinação reduz o risco de circulação do vírus e protege também quem ainda não pode receber o imunizante ou tem contraindicação.

Berta reforçou que o sarampo não deve ser tratado como uma doença simples da infância. Além do risco de morte, a infecção pode deixar sequelas graves, como surdez definitiva ou comprometimentos cerebrais. ‘Ela é uma vacina que precisa de duas doses para imunizar. Então é importante, em qualquer momento da vida, esse indivíduo ir se proteger, principalmente quando for viajar’, explicou.

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 1 a 29 anos precisam ter duas doses registradas, enquanto quem tem entre 30 e 59 anos deve receber pelo menos uma dose, caso não tenha comprovante de vacinação anterior. A vacina é gratuita e está disponível nas unidades de saúde pelo SUS. Quem pretende viajar para outros países também deve conferir a situação vacinal antes de embarcar.

Em caso de febre acompanhada de manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. Com a circulação do vírus em países vizinhos, manter a caderneta atualizada segue como medida de proteção individual e coletiva, e a recomendação das autoridades é não deixar a segunda dose para depois.

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