Um engenheiro clínico de 41 anos, Marcelo Alves Namba, foi preso em flagrante na noite de sábado (31) na região central de Campo Grande, depois de perseguir uma viatura, furar semáforos e quase bater na traseira do veículo policial.
Padrões de condução
Durante patrulhamento de rotina da Força Tática, policiais perceberam um Fiat Palio prata vindo atrás da viatura em alta velocidade, com buzina acionada e luz alta lançada de forma insistente. Ao reduzir a marcha, o condutor quase colidiu na traseira da viatura, ultrapassou sinal vermelho e continuou avançando por semáforos, colocando outros motoristas em risco. Os policiais registraram que o veículo avançou a uma velocidade superior a 80 km/h e que a buzina foi acionada repetidamente, causando desconforto aos transeuntes.
A equipe iniciou acompanhamento e interceptou o veículo na Rua 15 de Novembro. Na abordagem, o motorista demonstrava agitação, fala desconexa e sinais visíveis de embriaguez, além de recusar entregar os documentos pessoais. Além disso, o condutor exibiu comportamento de nervosismo, com gestos de agitação e fala desconexa, o que reforçou a suspeita de embriaguez.
Durante a revista no automóvel, foram encontrados 40 gramas de maconha divididos em três recipientes: um pote plástico, uma sacola de mercado e o console central do veículo. O condutor alegou que plantava a erva e possuía autorização, mas não apresentou documentação comprobatória. Os três recipientes continham maconha em diferentes formas: um pote plástico com folhas secas, uma sacola de mercado com pequenos grãos e o console central com resíduos de folhas.
Equipes do BPTran foram acionadas. O condutor admitiu ter ingerido vinho, porém recusou o teste do bafômetro. Agentes lavraram Termo de Constatação de Embriaguez, registrando olhos vermelhos, hálito etílico, exaltação e fala alterada. O carro foi removido ao pátio do Detran. O Termo de Constatação de Embriaguez foi lavrado em conformidade com a legislação vigente, e o condutor foi encaminhado ao pátio do Detran para eventual retenção do veículo.
Reação policial
Marcelo foi levado sem algemas até a Denar para pesagem do entorpecente, mas, segundo boletim, passou a agir com agressividade durante a condução. Ele teria chutado a estrutura da viatura, arremessado o próprio corpo contra as paredes internas e gritado que estava sendo agredido. Durante a condução, o condutor também tentou arrebentar a estrutura da viatura, demonstrando agressividade extrema.
O registro aponta que o engenheiro xingou a guarnição com palavras de baixo calão e fez ameaças diretas de morte aos policiais e às famílias deles, afirmando que “iria atrás de cada um” assim que saísse da prisão. Diante dos atos de autolesão e risco de arrombamento da cela móvel, os militares usaram força moderada para algemar. As ameaças foram registradas em documento oficial, e os policiais foram alertados sobre o risco de violência futura.
Marcelo foi entregue com escoriações leves na Depac Cepol. No interrogatório, optou por permanecer em silêncio. O interrogatório foi conduzido pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, onde o engenheiro manteve silêncio, recusando-se a responder às perguntas. Ele responderá por embriaguez ao volante, ameaça, desacato, recusa de dados sobre identidade e porte de drogas para consumo pessoal.
O caso segue em investigação. A Polícia Militar continuará acompanhando a situação e aguardará o andamento do processo judicial. Até o momento, não há previsão de soltura, e o engenheiro permanece sob custódia. O processo será encaminhado ao Ministério Público para análise, e o engenheiro poderá responder a acusações de embriaguez ao volante, ameaça, desacato, recusa de dados sobre identidade e porte de drogas para consumo pessoal.







