O Comando Militar do Oeste (CMO), sediado em Campo Grande, concluiu nesta sexta-feira (18) a fase tática da Operação Perseu 2026. O exercício substituiu as manobras físicas por um ambiente digital imersivo, submetendo os Estados-Maiores a cenários complexos de combate. O objetivo principal foi testar a agilidade dos comandantes sob pressão em tempo real.
A etapa focou a preparação da Força Terrestre Componente (FTC) Pantanal, unidade vinculada à 2ª Divisão de Exército. Os oficiais permaneceram isolados em Postos de Comando, gerenciando sucessivas crises inseridas pela Célula Branca. Esse grupo técnico lança incidentes imprevisíveis na simulação para avaliar como a cadeia de comando articula suas forças diante de ameaças variadas.
Cenários de combate digital
Entre as situações enfrentadas pelos militares estiveram ataques cibernéticos e interferências de guerra eletrônica. A simulação também incluiu ameaças biológicas e químicas, conhecidas como QBRN, além do controle integrado do espaço aéreo. Outras tarefas envolveram a evacuação médica de feridos e o transporte logístico de suprimentos essenciais para a operação.
O suporte técnico foi executado pelo sistema COMBATER, operado remotamente pelo Centro de Adestramento Sul (CA-Sul), localizado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A operação ocorreu sob a supervisão direta do Comando de Operações Terrestres (COTER), garantindo a integridade dos dados e a precisão dos cenários apresentados aos participantes.
Preparação para a etapa de campo
A finalização dos trabalhos virtuais abre caminho para os próximos passos da operação. Todo o diagnóstico colhido nos computadores servirá para calibrar a futura etapa de Simulação Viva. Nessa fase, as ordens sairão das telas para a execução prática com soldados, veículos militares e armamento em campo de treinamento.
Neste último dia de atividade, os avaliadores conduziram o protocolo de Análise Pós-Ação (APA). A reunião técnica confrontou as decisões tomadas pelos comandantes com os resultados gerados pelo sistema. O processo mapeou erros operacionais, tempos de resposta e ajustes necessários na doutrina militar das tropas, garantindo a melhoria contínua da capacidade de resposta da Força Terrestre.







