O Governo Federal destinou, nesta segunda‑feira (14), um reforço de R$ 33,9 milhões ao orçamento da obra do anel rodoviário de Três Lagoas, nas rodovias BR‑262 e BR‑158, mas a obra continua parada. A obra, considerada estratégica para a cidade, visa retirar o tráfego pesado da avenida Ranulpho Marques Leal.
A portaria publicada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento autoriza o crédito suplementar no Orçamento da União, que será administrado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O crédito suplementar foi incluído por meio de ajuste nas dotações já previstas, sem necessidade de nova aprovação legislativa.
O aumento não representa a entrada de recursos inéditos; trata‑se de remanejamento de verbas já autorizadas, de modo que o valor permanece dentro do montante federal previamente aprovado.
Obra parada
A execução da obra depende da conclusão de etapas administrativas do DNIT, que ainda não definiu a forma de retomada dos serviços. O DNIT ainda precisa definir o modelo de contrato e a forma de pagamento, etapas essenciais para liberar os recursos. Desde o fim de 2024, o projeto está inativo.
Até o momento, cerca de 50% do anel foi concluído, com aproximadamente 15 quilômetros de pavimento em concreto já entregues. A conclusão da primeira metade já reduziu parcialmente o volume de veículos pesados na zona urbana, mas a interrupção impede a plena efetividade da solução.
O órgão avalia duas alternativas: contratar a empresa classificada em segundo lugar na licitação original, que demonstrou interesse em assumir o saldo restante, ou abrir uma nova licitação. Nenhum contrato foi assinado até agora. Caso a segunda empresa seja escolhida, a expectativa é que a assinatura do contrato ocorra nos próximos dois meses, permitindo a retomada dos trabalhos.
Próximos passos
Com o reforço orçamentário, o anel rodoviário ganha previsão financeira atualizada, porém ainda não há data definida para o início efetivo das obras. As autoridades do DNIT deverão concluir a decisão administrativa nos próximos meses, o que determinará se a segunda empresa será contratada ou se será realizada nova concorrência. A finalização do anel deve melhorar a mobilidade urbana, aumentar a segurança no trânsito e facilitar o escoamento de cargas na região.







