A Grande Dourados, região sul‑mato‑grossense, concentra cerca de 60 % do rebanho suíno do estado, segundo o diretor‑executivo da Asumas, Lucas Ingold, em entrevista ao programa O Agro é Massa, da rádio Massa FM.
A força da atividade suinícola na região foi decisiva para que Dourados recebesse, nesta quinta‑feira, 17 de junho, a oitava edição do Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, realizado no auditório da Unigran e previsto para reunir aproximadamente mil produtores, profissionais, pesquisadores e representantes de empresas do setor.
Desafios e oportunidades
A programação do fórum aborda os principais desafios da cadeia, como custos de produção, comportamento do mercado e qualificação da mão de obra. Uma mesa‑redonda discute estratégias para atrair, desenvolver e reter profissionais diante do avanço tecnológico nas granjas e da concorrência com outros setores. A digitalização das granjas, com uso de sensores e softwares de gestão, também foi tema central.
Entre as oportunidades apresentadas, destaca‑se a produção de biometano a partir dos dejetos suínos e a mensuração das emissões de carbono, iniciativas que podem gerar novas fontes de receita e facilitar a inserção dos produtores em mercados internacionais. Essas práticas podem transformar resíduos em ativos econômicos, alinhando produção à agenda de redução de gases de efeito estufa. O debate também enfatiza a ampliação do consumo de carne suína no Brasil, que ganhou qualidade, segurança e espaço na mesa dos consumidores, deixando de ser vista como alternativa secundária à carne bovina.
O evento ainda analisa o cenário de preços, especialmente o custo do milho na alimentação dos animais, e o acesso a informações sobre produção e comercialização. Como último ponto da agenda, será lançado um seguro voltado aos suinocultores, visando reduzir riscos e estimular investimentos no setor. A seguradora parceira apresentará condições específicas para coberturas contra doenças e perdas sanitárias, ampliando a proteção dos criadores.








