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Inmet alerta para risco de tornado e chuvas fortes no sul de MS

Instabilidade atinge principalmente a metade sul do Estado - Foto: Divulgação/Prefeitura de CG

A trégua após as tempestades que atingiram Mato Grosso do Sul na quinta-feira (10) não se consolidou. Uma combinação de ar quente, alta umidade e o avanço de uma frente fria mantém o tempo instável no estado nesta sexta-feira (11). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta válido até as 22h59 desta sexta, prevendo chuvas intensas e risco de ventania severa.

O foco principal da atenção meteorológica recai sobre o extremo-sul e a linha de fronteira com o Paraguai. Nessas áreas, há risco concreto de formação de tornados. O aviso técnico aponta para precipitações de 30 a 60 milímetros por hora, com acumulados diários entre 50 e 100 milímetros. As rajadas de vento devem atingir em média 60 km/h, podendo alcançar 70 km/h nos pontos mais críticos.

Risco de tornado na calha sul

Quatro municípios da calha sul estão sob alerta específico para a possibilidade de tornado: Mundo Novo, Japorã, Naviraí e Itaquiraí. Em outras cidades da faixa sul e de fronteira, os volumes de chuva também são expressivos. Bela Vista deve receber 16,2 mm, Coronel Sapucaia 15,9 mm, Aral Moreira 15,8 mm, Laguna Carapã 15,3 mm e Ponta Porã 14,2 mm. Instabilidades também foram mapeadas para Jateí, Amambai, Taquarussu, Antônio João e Fátima do Sul.

O contraste térmico agrava a situação. Enquanto o sul enfrenta o mau tempo, o Pantanal e o sudoeste registram calor extremo. Ladário deve atingir 40°C, e Corumbá e Porto Murtinho podem chegar a 39°C. Miranda, Pedro Gomes, Caracol e Bela Vista têm previsão de pico de 38°C. Em Campo Grande, a temperatura oscila entre 23°C e 34°C, com as pancadas de chuva mais fortes concentradas no período da tarde.

Força-tarefa na Capital

A nova instabilidade ocorre enquanto Campo Grande ainda contabiliza os prejuízos do vendaval da véspera. A tempestade de quinta-feira deixou dezenas de árvores arrancadas, galhos rompidos bloqueando vias estruturais e cruzamentos sem semáforos. Grandes áreas da cidade ficaram sem fornecimento de energia elétrica. Para conter os danos, uma força-tarefa municipal opera em regime contínuo, mobilizando Defesa Civil, Agetran, Sisep, Guarda Civil Metropolitana, SAS, Corpo de Bombeiros, a concessionária Energisa e a Solurb.

A Defesa Civil emitiu um comunicado prioritário de segurança. Materiais tombados em vias públicas representam perigo de morte iminente. Galhos, troncos e estruturas metálicas derrubadas podem estar apoiados sobre a fiação de alta tensão, ocultando cabos energizados, mesmo sem faíscas ou fumaça visíveis. A recomendação expressa é não se aproximar, tocar ou tentar remover galhos e fios caídos. Também é proibido atravessar poças d’água sob essas estruturas.

Para o sábado (12), o mau tempo continuará concentrado na metade sul do estado. A estimativa aponta volumes robustos em Coronel Sapucaia, até 62,5 mm, Amambai, 40,7 mm, e Angélica, 39,5 mm. Impactos semelhantes são previstos para Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis e Juti. Com a entrada da massa de ar pós-chuva, as mínimas no sul devem cair para 18°C, enquanto a região norte e o bolsão seguem abafados, com Cassilândia na marca dos 37°C.

Os canais oficiais para suporte em emergências são: 193 para o Corpo de Bombeiros, em situações de risco à vida; 199 para a Defesa Civil, para vistorias em estruturas abaladas e inundações; 156 para a Prefeitura de Campo Grande, para limpeza de ruas e desobstrução de trânsito; e 0800 722 7272 para a Energisa, para ocorrências de falta de luz e fiação rompida, com atendimento também via WhatsApp no número 67 99980-0698 ou aplicativo Energisa On.

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