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Mato Grosso do Sul vota em 2026: maior, mais rico e com novos desafios

Calor predomina em Mato Grosso do Sul neste sábado, enquanto parte do Estado pode registrar instabilidades. Foto: Adriano Hany

Neste domingo (4), 2.024.884 eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas para definir a composição dos poderes Executivo e Legislativo, tanto no âmbito estadual quanto federal. O pleito ocorre em um momento de transformação demográfica e econômica, que coloca o estado em posição de destaque entre as maiores economias do país.

A votação inclui a escolha do presidente da República, do governador, de dois senadores, de oito deputados federais e de 24 deputados estaduais. Cada cargo tem influência direta nas políticas públicas que irão moldar a infraestrutura, a saúde, a educação e a segurança do estado nos próximos quatro anos.

De acordo com o Censo de 2022, Mato Grosso do Sul contava com 2.757.013 habitantes. A estimativa mais recente do IBGE para 2026 aponta 2.946.317 moradores, um acréscimo de quase 190 mil pessoas em quatro anos, o que eleva a demanda por serviços públicos e por investimentos em logística.

Em 2023, o Produto Interno Bruto do estado atingiu R$ 184,4 bilhões, segundo o IBGE, colocando Mato Grosso do Sul entre as maiores economias nacionais. Esse resultado reflete a diversificação da atividade produtiva, que vai além do tradicional agronegócio.

Transformação econômica

O agronegócio ainda representa uma base sólida da economia, mas a indústria tem ganhado peso significativo, sobretudo nas cadeias de celulose e papel. Setores como mineração, energia, alimentos e transformação industrial também passaram a integrar a pauta econômica estadual com maior força.

O comércio exterior registrou, em 2025, um recorde de US$ 10,7 bilhões em exportações, o maior valor já alcançado pelo estado. Entre os produtos que lideraram a pauta internacional estão a celulose, a soja e a carne bovina, que juntos sustentam a balança comercial sul-mato-grossense.

Três Lagoas consolidou-se como o principal exportador do estado, respondendo por 19,68% das vendas externas em 2025, impulsionado principalmente pela indústria de celulose. Ribas do Rio Pardo segue em segundo plano, também com forte participação da atividade florestal e industrial, ampliando a relevância da Costa Leste na produção de bens de exportação.

A expansão industrial e os investimentos em infraestrutura têm modificado a dinâmica de regiões inteiras, sobretudo na Costa Leste, onde Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo concentram as maiores fábricas de celulose do estado.

Desafios para o futuro

O crescimento populacional e a intensificação da atividade industrial aumentam a pressão sobre a infraestrutura de transporte, energia, saúde, educação e segurança. Rodovias e ferrovias precisam ser ampliadas para garantir o escoamento da produção, enquanto o sistema de energia requer investimentos para atender à demanda crescente.

A Assembleia Legislativa, criada em 1979 com 18 deputados constituintes, hoje conta com 24 parlamentares eleitos por mandato de quatro anos. A composição que será escolhida neste domingo influenciará a elaboração de leis, a análise de vetos, a discussão do orçamento e a fiscalização do Executivo, impactando diretamente a capacidade do estado de enfrentar os desafios estruturais.

No âmbito federal, Mato Grosso do Sul elegerá oito deputados à Câmara dos Deputados e dois senadores ao Senado, onde cada unidade da federação possui três cadeiras. As duas vagas em disputa nas eleições de 2026 serão fundamentais para a defesa dos interesses estaduais em questões como rodovias, ferrovias, energia, saneamento, saúde e investimentos públicos.

Com a economia em expansão e a população em ascensão, a escolha dos representantes estaduais e federais será decisiva para definir políticas que garantam o desenvolvimento sustentável, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida dos sul-mato-grossenses nos próximos anos.

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