Campo Grande participa de um estudo nacional que mapeará hábitos, motivações de consumo e obstáculos enfrentados por viajantes interessados em saúde, descanso e qualidade de vida. A pesquisa, intitulada Turismo de Bem‑Estar no Brasil 2026: Perfil do Viajante Brasileiro de Bem‑Estar, tem prazo de coleta até 30 de dezembro de 2026.
O levantamento é coordenado pela Rede Brasileira dos Observatórios de Turismo e conta com a colaboração do Observatório de Turismo de Campo Grande, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).
Segundo dados do Global Wellness Institute (GWI), o Brasil ocupa a 12ª posição mundial no mercado geral de bem‑estar, liderando a América Latina. Contudo, ao restringir a análise ao turismo de bem‑estar, o país cai para o 30º lugar global, evidenciando uma defasagem que o estudo pretende diagnosticar.
Diagnóstico e oportunidades
Os pesquisadores buscarão identificar barreiras econômicas, infraestruturais e culturais que limitam o desenvolvimento desse segmento. O questionário investiga a disposição financeira dos consumidores para pagar por experiências relaxantes ou de saúde, os principais impedimentos para a realização dessas viagens e as preferências na escolha dos destinos.
Ademar Silva Junior, titular da Semades, ressaltou que o diagnóstico orientará o direcionamento dos atrativos da capital. “Participar de uma pesquisa nacional como essa é uma oportunidade de contribuir para a produção de conhecimento sobre o comportamento dos viajantes e as novas demandas do turismo. Essas informações são importantes para subsidiar o planejamento, identificar oportunidades e apoiar o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam o turismo em Campo Grande, considerando as características e as potencialidades do nosso município”, afirmou.
A consulta pública está aberta a qualquer cidadão com 18 anos ou mais que tenha realizado, nos últimos 24 meses, ao menos uma viagem com pernoite, independentemente de finalidade terapêutica ou esportiva. As respostas são coletadas digitalmente, garantindo amplo acesso ao questionário.
Com a conclusão da coleta, os dados servirão de base para a formulação de políticas públicas e para a criação de rotas comerciais específicas ao turismo de bem‑estar. O objetivo é transformar a capital em um polo atrativo, reduzindo a distância entre a posição global do Brasil no mercado geral de bem‑estar e sua classificação no nicho turístico especializado.








