Um surto de mão-pé-boca atingiu 24 crianças do Centro de Educação Infantil Dona Diva Garcia de Souza, localizado no bairro Paranapungá, em Três Lagoas, e obrigou a interdição temporária da unidade para higienização completa.
Os primeiros sinais observados foram febre, irritação e pequenas feridas nas áreas típicas da doença – boca, mãos e pés – que, nos estágios iniciais, podem ser confundidos com outras infecções infantis. A situação despertou alerta entre pais e responsáveis, que passaram a monitorar a evolução dos sintomas nas crianças.
A pediatra e neonatologista Joicy Leal explicou que a síndrome mão-pé-boca é mais frequente em crianças menores de cinco anos e possui alto potencial de transmissão, embora a maioria dos casos seja leve e evolua sem complicações graves.
Surto infantil
De acordo com a especialista, o agente causador costuma ser o vírus Coxsackie, transmitido pela saliva, fezes e contato direto com lesões. Um aspecto crítico é que a criança pode disseminar o vírus antes mesmo de apresentar os primeiros sinais, facilitando a propagação em ambientes coletivos como creches e escolas.
As lesões podem surgir não apenas na boca, nas palmas das mãos, nos pés e nas plantas, mas também em áreas como região genital, nádegas, joelhos e cotovelos, ampliando o desconforto para os pequenos.
Para conter a disseminação, Joicy Leal reforçou a importância de medidas simples de higiene: lavar as mãos com água e sabão, limpar superfícies e desinfetar objetos compartilhados. A atenção deve ser redobrada durante a troca de fraldas e ao usar o banheiro, bem como ao evitar o compartilhamento de copos e talheres.
Cuidados recomendados
Em caso de diagnóstico, a criança deve permanecer afastada da creche até que todos os sintomas desapareçam completamente, evitando novo ciclo de contágio. Não existe medicamento específico para eliminar o vírus; o tratamento consiste no alívio dos sintomas, como uso de antitérmicos para febre e soluções tópicas para as lesões.
Antibióticos não são indicados, pois combatem bactérias e não vírus. Caso os sintomas piorem ou haja dúvidas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
O episódio no Centro de Educação Infantil Dona Diva Garcia de Souza reforça a necessidade de vigilância constante e de práticas preventivas em locais onde crianças convivem diariamente. Autoridades de saúde recomendam que pais, educadores e profissionais de saúde mantenham a rotina de limpeza e a observação atenta de qualquer sinal de doença, contribuindo para a contenção de novos surtos.








