O TRE-MS sorteou 23 urnas eletrônicas para auditoria nas Eleições 2026. Na manhã deste sábado (3), 20 equipamentos foram designados para o Teste de Integridade, enquanto três serão submetidos ao Teste de Autenticidade. A auditoria, que acontece em tribunais regionais de todo o país, tem como objetivo comprovar que o voto registrado pelo eleitor corresponde ao resultado apurado pelo equipamento.
Processo de auditoria
“É uma forma de demonstrar que a vontade registrada pelo eleitor é respeitada”, afirma o juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 1ª Vara Cível de Campo Grande e presidente da Comissão de Auditoria. A lista das urnas sorteadas abrange 17 seções em 14 municípios: Maracaju, Campo Grande, Água Clara, Bandeirantes, Jardim, Itaporã, Sidrolândia, Nioaque, Anastácio, Rio Verde de Mato Grosso, Dourados, Fátima do Sul, Miranda e Rio Brilhante. Os equipamentos estão nos cartórios eleitorais e serão levados por via terrestre até Campo Grande pela PRF, ficando lacrados em um depósito que só será aberto na manhã de domingo.
Das 20 urnas do Teste de Integridade, 19 serão usadas no Fórum Eleitoral, com servidores requisitados pela Justiça Eleitoral. A outra fica no Colégio Marista, onde eleitores que forem votar poderão ser convidados a registrar votos também na urna de teste, separada da usada na votação oficial. Os votos simulados seguem cédulas de papel preenchidas previamente; ao final, o total registrado nas cédulas é comparado com o boletim emitido pela urna, conferência feita voto a voto. Segundo o juiz, os dados oficiais da eleição, como a lista de candidatos, já estarão carregados nas urnas, e a comparação comprova que o resultado corresponde ao que foi colocado na urna.
O Teste de Autenticidade será realizado nas três urnas sorteadas, nos próprios locais de votação, antes da emissão da zerésima. A verificação checa as assinaturas digitais e os resumos digitais dos sistemas instalados. Representantes de entidades fiscalizadoras e profissionais de imprensa podem acompanhar a auditoria, que será transmitida pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube.
O procedimento, já chamado de “votação paralela”, ocorre ao mesmo tempo que a eleição, em ambiente controlado e filmado. O formato atual, com mais urnas auditadas, é adotado desde 2022, reforçando a transparência e a confiança no processo eleitoral.








