Com a proximidade do Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, a campanha Setembro Vermelho intensifica o alerta sobre as doenças cardiovasculares, principais causas de morte no Brasil e no mundo. Em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde registra mais de 1.750 óbitos em 2026, evidenciando a gravidade do problema e a urgência de ações preventivas.
Impacto na população
O médico Délcio Gonçalves da Silva Junior, chefe do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ressalta que o cenário vai além da mortalidade. “Para cada paciente que morre, existe um número maior de sobreviventes que passam a conviver com limitações físicas, emocionais e sociais”, afirma. Após um infarto, por exemplo, é comum que o paciente enfrente ansiedade, insegurança e dúvidas sobre a retomada da rotina, afetando trabalho, exercícios e vida social.
Em Três Lagoas, a situação também preocupa. Cerca de 16 mil pessoas estão cadastradas no programa municipal Hiperdia, que acompanha hipertensos e diabéticos. Contudo, pouco mais de um terço dos hipertensos participa regularmente das ações de controle, elevando o risco de complicações graves, muitas vezes silenciosas.
Especialistas apontam alta incidência de doenças cardíacas entre pessoas com menos de 40 anos, impulsionada por fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e uso de anabolizantes. Esses hábitos aceleram o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, reduzindo a expectativa de vida saudável.
Medidas simples – alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do estresse e acompanhamento médico periódico – são fundamentais para reduzir os riscos. A campanha Setembro Vermelho reforça que a prevenção depende de escolhas diárias e do acesso a serviços de saúde, sobretudo para quem já convive com hipertensão ou diabetes.







