Na terça‑feira, 6 de outubro, o ex‑governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciou, em Goiânia, apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pronunciamento contou com a presença dos governadores reeleitos Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Daniel Vilela (MDB), de Goiás, ambos eleitos no domingo, 4 de outubro.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Na primeira fase, Flávio Bolsonaro liderou com 47,03 % dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16 %, diferença de 1,87 ponto percentual. Caiado, que ficou em quinto lugar, recebeu 2,18 % dos votos – cerca de 2,6 milhões de eleitores – atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Caiado afirmou que entrará “de corpo inteiro” na campanha, dizendo: “O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros”. Ele se comprometeu a mobilizar o eleitorado goiano e pediu que, caso eleito, Flávio dê prioridade ao equilíbrio fiscal.
Apoio e promessas
No discurso, o ex‑governador criticou o presidente Lula, acusando-o de “roubar o futuro do Brasil” e de “roubar os aposentados”, ao citar descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS. Até o momento, Lula não respondeu às declarações. Nos bastidores, circulam rumores de que Caiado poderia assumir um ministério caso Flávio vença; ao ouvir gritos de “ministro” da plateia, ele respondeu que “precisamos respeitar o presidente da República”.
Caiado também garantiu que sua esposa, a senadora eleita Gracinha Caiado (União), votará com o governo caso Flávio seja presidente e ajudará a aprovar todas as matérias propostas.
Flávio Bolsonaro, ao receber o apoio, prometeu adotar as propostas de segurança pública de Caiado, incluindo a castração química de estupradores, a redução da maioridade penal e a punição de menores infratores como adultos. O candidato afirmou que o Congresso eleito é “muito mais à direita” e que o país está “sob ameaça”, defendendo a necessidade de unir forças contra o PT.
Apesar da decisão de Caiado, o PSD manteve a neutralidade, liberando filiados a escolherem livremente seu candidato. Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, explicou que a direção entende a “diversidade de cenários eleitorais” nos estados e, portanto, mantém a diretriz de liberdade de alianças. A federação formada por PP e União Brasil, neutra no primeiro turno, também declarou apoio a Flávio, assim como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Flávio ainda negocia apoio com o Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas. Enquanto isso, Lula reúne aliados para planejar campanha nas ruas e nas rádios, e os dois candidatos devem participar de debates televisivos antes do pleito de 25 de outubro.







