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Deputados Márcio Fernandes e Jamilson Name disputam cadeiras na Alems enquanto aguardam decisão do TSE

Disputa por uma vaga na Alems continua após a eleição - Foto: Fernando de Carvalho/Portal RCN67

A definição das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) para a legislatura que se inicia em 2027 permanece indefinida nos tribunais, com os deputados Márcio Fernandes (PL) e Jamilson Name (PP) travando um embate direto enquanto aguardam o veredito final da Justiça Eleitoral.

Em sessão ordinária na Alems, nesta terça‑feira (6), Fernandes foi questionado sobre a possibilidade de perder o mandato caso a decisão judicial favoreça o adversário. O parlamentar respondeu que se considera eleito, afirmando: “Eu estou eleito. Cabe à Justiça definir o que vai acontecer para a frente, só Deus sabe. Eu estou eleito”.

Fernandes ressaltou que a bancada do PL ainda não debate cargos da Mesa Diretora e que discussões sobre a presidência ou a primeira‑secretária da Casa de Leis devem ser adiadas até depois do segundo turno presidencial, mantendo o foco na ampliação dos votos da campanha de Flávio Bolsonaro no estado.

Impasse judicial

Do outro lado, Jamilson Name tenta destravar os 35.656 votos que obteve no pleito, mas que foram congelados após decisão monocrática do ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral que contestou a decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE‑MS). O MP alegou que Name havia sido condenado em primeira instância por lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que motivou o indeferimento do registro da candidatura.

Se o plenário do TSE acolher o recurso apresentado pela defesa de Name, o recálculo do quociente eleitoral poderá alterar a distribuição das sobras partidárias. Nesse cenário, a cadeira inicialmente atribuída a Márcio Fernandes seria perdida pelo PL e transferida à federação União Brasil/PP.

Reação dos candidatos

Name declarou confiança em uma resposta favorável da Justiça, afirmando que seus advogados já ingressaram com o recurso e que agora resta aguardar. Ele ainda refutou as acusações que motivaram seu impedimento, dizendo: “É muito triste, porque o que querem imputar a mim é questão de organização paramilitar, que usa arma, que ameaça eleitor. Toda a gente me conhece, sabe que eu nunca fiz isso, não tem nada a ver comigo”.

Com a decisão do TSE ainda sem prazo definido, a composição da Alems para a próxima legislatura permanece incerta. O resultado do recurso poderá mudar o equilíbrio entre PL e União Brasil/PP, impactando a formação da Mesa Diretora e a estratégia dos partidos nas eleições presidenciais de 2026.

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