Uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (15) em Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, resultou no cumprimento de 21 mandados de prisão. A ação, batizada de Operação Capolinea, também determinou o bloqueio e o sequestro de bens avaliados em R$ 24 milhões.
A iniciativa combate uma organização criminosa transnacional suspeita de transportar drogas da Bolívia para o Brasil. Os entorpecentes eram distribuídos em quatro estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
Execução dos mandados
A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS). As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá. A execução envolveu 14 mandados de prisão preventiva e sete de prisão temporária.
Além das prisões, as autoridades cumpriram 20 mandados de busca e apreensão. Os agentes atuaram simultaneamente nos quatro estados citados, visando desarticular a estrutura logística e financeira do grupo criminoso.
Segundo as investigações, o esquema utilizava a fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro, na Bolívia, como ponto de entrada. Os veículos transportavam as cargas que, em seguida, eram distribuídas internamente. O grupo também aliciava pessoas para facilitar o transporte das drogas.
Investigação e consequências
O inquérito teve início após a apreensão de um celular com um integrante do grupo. A análise do aparelho permitiu identificar o suposto líder da organização, que estaria escondido na Bolívia. Uma das remessas investigadas foi apreendida em Três Lagoas, em agosto de 2025.
Conforme a apuração, a organização negociou cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado. A Justiça autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol. Esse mecanismo solicita a localização e a prisão provisória de procurados internacionalmente.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa. A FICCO/MS é composta por forças federais, estaduais e municipais, incluindo Polícias Federal, Militar e Civil, polícias penais e a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.







