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Estado de MS investe R$ 100 milhões em reparos emergenciais nas rodovias do Vale do Ivinhema

Equipes da Agesul estão nas rodovias para os reparos emergenciais na MS-380 - Foto: Saul Schramm/Secom-MS

O governo de Mato Grosso do Sul destinou R$ 100 milhões para intervenções emergenciais em trechos críticos das rodovias do Vale do Ivinhema e do extremo sul do estado. A medida, anunciada nesta semana, visa garantir condições mínimas de segurança e fluidez ao tráfego de motoristas e transportadores de carga, que enfrentam desgaste acentuado da malha viária devido às fortes chuvas e ao intenso fluxo de caminhões.

Os trabalhos de conservação e tapa‑buracos tiveram início no último sábado, 17, nas estradas MS‑160, no trecho entre Tacuru e Sete Quedas, e em pontos das rodovias MS‑141 e MS‑480. Equipes da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) já estão atuando nesses corredores, aplicando selantes e reposição de camada superficial para evitar acidentes.

Reparos emergenciais

Paralelamente, técnicos da Agesul realizam vistorias de campo nas rodovias MS‑475, MS‑473, MS‑295, MS‑134 e MS‑276. O objetivo é mapear buracos, fissuras e deformações no asfalto, criando um cadastro detalhado das áreas que requerem atenção imediata.

O diagnóstico preliminar da agência indica que os danos concentram‑se no revestimento superficial, sem comprometimento direto da base estrutural das pistas. Grande parte das vias analisadas possui pavimentação com mais de dez anos de uso, o que justifica a adoção do programa estadual Pro Reveste como solução provisória para prolongar a vida útil das rodovias.

A solução definitiva está prevista em um projeto de parceria público‑privada (PPP) que deve ser formalizado no primeiro semestre de 2027. O plano contempla a recuperação de cerca de 730 quilômetros de estradas estaduais, em cooperação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), também conhecido como Banco Mundial.

Projeto de longo prazo

Como o eixo rodoviário não comporta cobrança de pedágio, a licitação adotará o modelo Crema – Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias. O consórcio vencedor será responsável pelo projeto executivo, pelas obras de reconstrução e pela conservação contínua do lote por dez anos, garantindo manutenção integrada ao longo do contrato.

O Estado também está preparando a substituição dos atuais contratos de conservação de rotina, que se aproximam do término. As novas licitações para serviços contínuos de conservação devem ser concluídas em até 90 dias, enquanto avançam obras específicas, como a pavimentação da MS‑134 em Nova Andradina e a restauração da MS‑276 entre Indápolis e Deodápolis.

Apesar dos investimentos emergenciais, o Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), posicionou Mato Grosso do Sul como a segunda melhor malha rodoviária do país, atrás apenas de São Paulo. O índice, porém, mascara os gargalos históricos enfrentados pelos usuários nos trechos do interior, que agora recebem atenção prioritária do governo.

Com a liberação dos recursos e o início das obras, as autoridades esperam melhorar a segurança nas rotas críticas ainda neste semestre. O acompanhamento das vistorias da Agesul e o avanço das licitações deverão definir o cronograma definitivo das intervenções, que impactarão diretamente o transporte de cargas e a mobilidade da população regional.

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