O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria da Petição 16.662, que será julgada pelo plenário na terça‑feira (15) de setembro, e encaminhou ainda as petições 15.041 e 15.556 à Presidência da Corte.
A petição 16.662 estava sob responsabilidade do ministro André Mendonça até a decisão assinada no sábado, que determinou à Secretaria Judiciária a substituição da relatoria pelo presidente do STF. O despacho também ordenou o envio das petições 15.041 e 15.556, bem como de todos os processos vinculados a elas, para a Presidência.
A Petição 15.041 trata de investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já a Petição 15.556 está relacionada às apurações que envolvem o Banco Master, instituição financeira alvo de diversas denúncias de fraude.
Reorganização de processos
A origem da Petição 16.662 remonta a um conjunto de informações encaminhadas pela Polícia Federal que, segundo o próprio ministro André Mendonça, exigiam análise autônoma porque envolviam pessoa sujeita à competência do plenário do STF. O procedimento reúne elementos que podem indicar uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e dados obtidos nas apurações sobre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
André Mendonça havia liberado a petição para julgamento pelo plenário em 6 de setembro. Contudo, após a decisão de Fachin, datada de 9 de setembro e registrada na Petição 16.704, o ministro encaminhou o processo à Presidência para cumprir a determinação de que procedimentos que contenham possíveis investigações contra integrantes da própria Corte fossem previamente remetidos ao presidente.
Próximos desdobramentos
A decisão de 9 de setembro também suspendeu temporariamente o andamento da Petição 16.662 e de outros processos que tratavam de investigações contra ministros. A transferência da relatoria não representa, por si só, a abertura ou o arquivamento de investigação contra qualquer magistrado; ela apenas reorganiza a condução dos processos e define quem será responsável pela análise dentro do STF.
A sessão extraordinária do plenário está marcada para as 10h da terça‑feira, 15 de setembro, e será conduzida por Edson Fachin, que assumirá a condução do caso perante os demais ministros. O julgamento deverá definir o encaminhamento da Petição 16.662 e os próximos passos relativos às informações que envolvem Alexandre de Moraes e as apurações originadas no caso Banco Master.
Com a concentração dos processos sob a Presidência, a Corte passa a centralizar a gestão de investigações que podem ter repercussão institucional, o que pode acelerar decisões ou, ao contrário, gerar maior cautela nas deliberações. O resultado da sessão de 15 de setembro será observado pelos operadores do direito e pelos órgãos de controle, que aguardam clareza sobre eventuais responsabilidades e sobre a continuidade das apurações.
A medida reforça a orientação já estabelecida na Petição 16.704, na qual Fachin suspendeu, em 9 de setembro, quaisquer procedimentos que tratassem de investigações contra membros da Corte, exigindo que fossem analisados primeiramente pela Presidência. Essa centralização busca evitar decisões conflitantes e garantir que eventuais denúncias sejam avaliadas com uniformidade antes de chegar ao plenário.








