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Criminalidade em alta em Três Lagoas, mas delegado garante tranquilidade

Em Três Lagoas, MS, o registro de crimes contra a vida em 2026 chamou atenção: de 1º de janeiro até 10 de outubro, foram contabilizados 13 homicídios dolosos e um feminicídio, além de 32 tentativas de homicídio.

Os números contrastam com 2005, quando o município registrou apenas cinco homicídios ao longo de todo o ano.

Aumento da criminalidade

Um dos episódios mais recentes ocorreu em um bar da cidade, onde um jovem foi morto e quatro pessoas ficaram feridas. O suspeito dos disparos foi detido na semana passada em Santa Fé do Sul (SP), em operação conjunta das polícias de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. As investigações apontam para uma disputa entre facções pelo controle de pontos de venda de drogas, envolvendo o Comando Vermelho e áreas vinculadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Outro dado alarmante refere‑se às mortes decorrentes de intervenções de agentes do Estado. Em 2026, Três Lagoas registrou nove casos, contra apenas um em 2025. O último ocorreu no final de setembro, quando um homem de 53 anos morreu ao ser baleado durante uma ação da Polícia Militar dentro de uma residência.

No âmbito estadual, foram 107 mortes por intervenções policiais em 2026, frente a 64 no ano anterior. O total de homicídios dolosos no estado chegou a 346 este ano, abaixo dos 402 registrados em 2025.

Resposta da polícia

Rogério Fernando Makert Faria, delegado regional da Polícia Civil de Três Lagoas, reassumiu o comando da unidade na semana passada e afirmou que a cidade ainda mantém um cenário considerado tranquilo em comparação com outras regiões de Mato Grosso do Sul. “Três Lagoas ainda é tranquilo”, disse o delegado.

Makert Faria destacou que grande parte dos homicídios já foi esclarecida e que a investigação desses crimes permanece como prioridade da Polícia Civil. Ele também informou que o trabalho policial será reforçado com o uso de inteligência e operações direcionadas para a região do Bolsão.

Quanto às mortes por intervenção policial, o delegado explicou que, quando a ocorrência envolve a Polícia Militar, a apuração cabe à própria corporação, enquanto a Polícia Civil assume responsabilidade por eventuais crimes relacionados ao caso.

As autoridades locais sinalizam que as próximas semanas contarão com intensificação de operações de inteligência e patrulhamento, visando conter a escalada da violência e reduzir o número de intervenções letais.

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