Na sexta‑feira, 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a proibição das apostas on‑line no país. Em resposta, o Ministério da Saúde informou que vai ampliar as ações para identificar apostadores contumazes e garantir acompanhamento e tratamento quando necessário.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a política de busca ativa de pessoas com comportamento de jogo problemático já está em vigor desde dezembro de 2025. O cruzamento de informações ocorre com base em dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública, além da Receita Federal.
Busca ativa
Segundo Padilha, os dados coletados são armazenados no ambiente Nuvem Brasil, utilizado pelo Ministério da Saúde. O sistema opera em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e segue as normas éticas da área da saúde.
Até o momento, o governo não detalhou o fluxo de atendimentos nem informou a data prevista para o início das novas ações de rastreamento e apoio.
Saúde mental
Na coletiva, o ministro também destacou a utilização da rede Meu SUS Digital e de teleatendimentos para prestar assistência em saúde mental a quem enfrentar dificuldades com a mudança nas regras das apostas, bem como a familiares desses jogadores.
Padilha ressaltou os impactos das apostas para a saúde pública e a economia. Ele citou estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que estima um custo social de R$ 38,8 bilhões por ano, dos quais R$ 17 bilhões estariam ligados a mortes adicionais por suicídio.
A matéria foi publicada originalmente no portal RCN67.
O Ministério da Saúde afirmou que continuará monitorando a situação e que novas diretrizes serão divulgadas assim que o plano de ação for finalizado, visando reduzir os danos associados ao jogo problemático.








