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Polícia Civil prende nove suspeitos por desvio de R$ 655 mil em Campo Grande

Mandados foram cumpridos em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela Dercc - Foto: Divulgação/PCMS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) prendeu nove pessoas nesta quarta‑feira, 14 de outubro, durante a Operação Reboot, que investiga o desvio de R$ 655 mil de uma agência bancária localizada em Campo Grande. Os detidos foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.

Além das prisões, as equipes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mirando suspeitos ligados a uma quadrilha de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. As diligências resultaram na apreensão de celulares, notebooks e outros equipamentos de comunicação.

Operação Reboot

A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc). Segundo a investigação, o grupo obteve o dinheiro ao acessar ilegalmente informações internas do banco, criar acessos falsos e se passar por funcionários de uma área estratégica da agência para liberar os valores.

A investigação apontou que o núcleo da quadrilha estava distribuído entre três estados das regiões Sul e Sudeste. De lá, os integrantes aplicavam golpes pela internet contra vítimas de todo o país, inclusive residentes em Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance da fraude.

Para executar os mandados fora do estado, a operação contou com o apoio das polícias civis de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que também mobilizaram a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Nas residências investigadas, foram encontrados aparelhos eletrônicos e, em um endereço, drogas que levaram à prisão por tráfico.

Perfil da quadrilha

O nome da operação, que significa “reiniciar” em inglês, faz referência ao histórico dos principais alvos. A Polícia Civil informou que os líderes do esquema já tinham passagens por crimes graves, como homicídio, tráfico de drogas e roubo com arma de fogo, antes de migrar para o ciberespaço.

A investigação revelou que os suspeitos aprenderam a aplicar golpes digitais enquanto cumpriam pena no sistema prisional. Ao saírem da cadeia, abandonaram as atividades violentas e passaram a focar em fraudes eletrônicas, atraídos pelos altos retornos financeiros que os desvios online proporcionam.

Os nove presos permanecem à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas acumuladas podem chegar a 21 anos de prisão. O próximo passo é a apresentação dos acusados ao juiz para definição das medidas cautelares e início do processo.

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