Três Lagoas registra, em 2026, dez mortes decorrentes de intervenções policiais, número que se destaca frente ao único caso registrado em 2025.
O último episódio ocorreu no fim de semana, quando uma jovem de 18 anos, apontada pela Polícia Militar como integrante de facção criminosa, foi baleada por policiais da Força Tática após avançar com uma faca contra a equipe.
Segundo o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, coronel Ronaldo Moreira, a equipe foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar, encontrou a jovem, que teria avançado contra os policiais com a faca.
Moreira afirmou que os policiais são treinados para agir diante de situações de ameaça e que, nesses casos, a prioridade é preservar a integridade dos militares e das demais pessoas envolvidas. “Os policiais militares são treinados para neutralizar as ameaças e prender os autores em ocorrências policiais”, disse o comandante.
Contexto e impacto
A Polícia Militar sustenta que o uso da força ocorre diante de situações em que há risco à integridade dos policiais ou de outras pessoas, mas o aumento das mortes em intervenções de agentes do Estado em Três Lagoas tem chamado a atenção para a frequência desse tipo de ocorrência.
Em 2026, a cidade já contabiliza dez mortes, contra apenas uma no ano anterior, o que gera questionamentos entre moradores sobre a quantidade de ocorrências com mortes durante ações policiais.
O caso da jovem de 18 anos foi registrado em 2026, mas a polícia não divulgou a data exata do incidente. A Força Tática, especializada em operações de alto risco, foi mobilizada após a ocorrência de ameaça com arma branca, conforme protocolo interno.
Os moradores de Três Lagoas expressam preocupação, pois a cidade, considerada tranquila, tem visto um aumento significativo nas ocorrências policiais que resultam em fatalidades. A comunidade busca esclarecimentos sobre os critérios de uso de força e sobre como reduzir esses incidentes.







